Al-Qaida liberta espanhola, casal italiano e dois espanhóis em cativeiro
Alicia Gámez, libertada por sequestradores da célula da Al-Qaida no Magrebe, estava retida no Norte do Mali e viajou hoje de manhã desde a cidade maliana de Gao até Ouagadougou, capital do Burkina Faso, de onde partiu para Espanha, explicou fonte da presidência do Burkina Faso, citada pela agência noticiosa espanhola EFE.
Já a italiana de origem burquinense Philomene Kabouré continua, segundo a mesma fonte, sequestrada, juntamente com o seu marido, Sergio Cicala, e dois outros cooperantes espanhóis, Roque Pascual e Albert Vilalta.
As autoridades do Burkina Faso asseguraram que prosseguem as negociações para libertar o casal italiano e os dois espanhóis, adiantou a mesma fonte, citada sob anonimato.
Em conferência de imprensa em Madrid, a vice-presidente do governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, confirmou a libertação de Alicia Gámez, com quem disse ter falado por telefone e referindo que está "sã e salva".
Quanto aos outros espanhóis, que continuam sequestrados, estão bem, embora nervosos e com muita vontade de serem libertados, adiantou María Teresa Fernández de la Vega.
A vice-presidente do governo espanhol esclareceu que o executivo não pagou o resgate de Gámez e que continua "a trabalhar sem descanso" e "a pôr todos os meios ao seu alcance para conseguir a libertação de Roque Pascual e Albert Vilalta no mais breve prazo".
Alicia Gámez foi raptada a 29 de novembro na Mauritânia juntamente com Roque Pascual e Albert Vilalta, membros da organização não governamental Barcelona Ação Solidária, quando integravam um comboio de ajuda humanitária que se dirigia para a capital mauritana, Nuakchot.
Philomene Kabouré foi sequestrada juntamente com o marido no Sudeste da Mauritânia quando seguia num automóvel para o Burkina Faso.




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