Dez mil euros para vencedor de duelo luso-angolano
“O primeiro prémio será de 10 000 euros, o segundo de 5000, o terceiro de 4000 e o quarto de 3000. É um prémio, uma comparticipação que a organização dá aos clubes", referiu Mário Saldanha, na apresentação da prova, no Comité Olímpico de Portugal.
De acordo com o dirigente federativo, existe acordo para os próximos dois a quatro anos.
"Acreditamos muito no êxito deste projeto e, como tal, admitimos a hipótese de o alargar a Cabo Verde, ao Brasil e até a Moçambique. Desde que haja interesse dessas federações ou de clubes de lá. Vamos ver como corre esta primeira edição", referiu.
Na prova que decorrerá de 02 a 04 de abril, em Luanda, Portugal estará representado pelo Benfica, detentor do título nacional, e a Ovarense, vencedora da edição 2008/2009 da Taça de Portugal, que defrontarão o Petro de Luanda e o 1.º de Agosto.
"É um torneio que vai pôr em confronto equipas de topo dos dois países. É um contacto internacional que é importante para a nossa modalidade, porque os nossos clubes não têm participado em provas europeias", afirmou.
Para Mário Saldanha, esta prova serve para "dar contacto internacional" aos atletas lusos, frente a jogadores de Angola, uma "habitual participante em Jogos Olímpicos e em Mundiais e que foi campeã africana várias vezes".
"Este trabalho é feito no sentido de dar mais competitividade aos nossos atletas, para que eles possam também vir melhor para a seleção nacional", afirmou.
Os representantes dos clubes lusos também salientam o facto de esta prova promover uma internacionalização, que os jogadores portugueses não têm tido.
"Para o Benfica é importante participar neste tipo de projetos. Vamos como campeões participar numa prova internacional, com três grandes opositores. O basquetebol angolano é forte. Vamos fazer a nossa participação sempre com a vontade de ganhar", afirmou Carlos Lisboa.
O diretor geral das modalidades do Benfica lamentou apenas a data da prova, "porque três semanas depois começam os 'play-offs'”, mas o clube lisboeta aceitou, "porque sabe que está a dignificar o basquetebol português".
Na opinião do presidente da SAD da Ovarense, Pedro Braga da Cruz, esta prova serve para "retomar o contacto internacional, que tem sido vedado por motivos financeiros".
"É a valorização de um projeto desportivo e que nos vai permitir ter contacto com equipas de valia, não só o Benfica, mas também o Petro e o 1.º de Agosto", referiu.
Sobre as datas da competição, o líder vareiro disse que "as condições não são as ideais, mas as possíveis", porque também "há um desencontro de calendário entre o campeonato português e o angolano".




