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Bullying

Suspensão imediata de agressores é medida paralela à revisão do Estatuto do Aluno - Ministério da Educação

11 | 03 | 2010   17.08H

A ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou que vai apresentar um diploma para reforçar os poderes dos directores das escolas para que os alunos agressores possam ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão.

"Com essa decisão, o aluno agressor poderá ser imediatamente afastado da situação de contacto com o aluno agredido. Queremos resolver rapidamente situações de ameaça, conflito ou agressão, sem prejuízo de medidas disciplinares que se instaurem no momento em que há este tipo de situações nas escolas", afirmou Isabel Alçada, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Fonte do Ministério da Educação esclareceu à agência Lusa que este diploma, que deverá ter forma de "decreto-lei", é "paralelo" à revisão do Estatuto do Aluno, que o Governo deverá ter pronta ainda durante o mês de Março.

A mesma fonte adiantou que a medida hoje anunciada deverá ser apresentada "em breve" em Conselho de Ministros.

Segundo uma nota do Conselho de Ministros, "a decisão de suspensão preventiva do aluno agressor poderá implicar a suspensão da frequência de aulas ou da permanência na escola e não prejudica outras medidas de acompanhamento do caso".

Isabel Alçada defendeu que os casos de violência em meio escolar têm vindo a diminuir, mas frisou que "cada caso de violência tem de ser tomado como motivo de preocupação".

Um dos casos chocantes de "bullying" (violência física e psicológica reiterada entre alunos) ocorreu recentemente numa escola de Mirandela, em que uma criança de 12 anos se terá atirado ao rio Tua, com alguns relatos a indicarem que se tratou de um suicídio por alegada violência no seu estabelecimento de ensino.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Boa tarde, O bullying está a ser visto como um problema das crianças e jovens. Na verdade este assunto ainda é bastante taboo. O bullying é um problema dos adultos. Os adultos fazem e são vítimas de bullying, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional. O que as crianças fazem é um reflexo das acções dos adultos, praticamente em tudo na vida. Para se resolver o bullying nas escolas podem-se e devem-se criar medidas de curto prazo mas é imperativo ter a consciência que este é um problema social. O bullying só será resolvido a partir do topo, ou seja, a partir dos adultos. Só quando estes deixarem de se violentar uns aos outros é que as crianças lhes seguirão o exemplo. Esta forma de violência pode ser mais evidente nas crianças devido às agressões físicas, pois, os adultos usam entre si formas mais complexas de violência, nomeadamente, psicológicas mas não menos prejudicias para a saúde das suas vítimas. Contra este tipo de violência, que se pode chamar moderna e actual, ainda não existe qualquer legislação, qualquer protecção, pelo que os adultos, tal como as crianças sofrem em silêncio, muitas vezes nem admitem que estão a ser alvo de malevolência e, devido ao seu sentimento de impotência, acabam por cometer as mesmas acções que os seus agressores.
    A solução para acabar com o bullying é complexa tal como este fenómeno e passa por acabar com este tipo de violência entre os adultos. Não é preciso ser-se um técnico especializado para se perceber que as crianças que praticam estes actos são influenciados pelos adultos, principalmente, a sua família mais próxima e que ou são, elas próprias vítimas de maus tratos que descarregam nos outros, ou seguem o exemplo de bullying dos seus tutores.
    O bullying é um fenómeno social que existe entre os adultos e para o qual é necessário criar medidas que protejam as vítimas e punam os agressores. É necessária a criação de leis contra a violência psicológica e todas as novas formas de violência da sociedade actual que são complexas, tal como a sociedade é e estão fora do actual alcance legislativo, garantindo impunidade e muitas vezes vantagens aos agressores. Melhores cumprimentos Luís Silva
    Luís Silva | 11.03.2010 | 22.54Hdenunciar comentário
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