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Bullying

Pais defendem intervenção da proteção de menores em caso de expulsão de alunos

11 | 03 | 2010   17.14H

"Uma criança que não está na escola e a quem é vedada a frequência escolar muitas vezes poderá ser colocada em perigo", afirmou o presidente da CONFAP, Albino Almeida, alertando para os casos em que a família não está efetivamente presente.

A CONFAP insiste, por isso, na valorização do papel destas comissões (CPCJ), atribuindo-lhes mais meios.

"As instituições que lá colocam os técnicos, e nomeadamente o Ministério da Educação, têm de olhar para as CPCJ como um verdadeiro mediador social que existe em todos os concelhos deste país", disse.

Para Albino Almeida, a suspensão do aluno "implica imediatamente medidas de acompanhamento" extensivas à família.

A CONFAP defende que apenas em última instância e por decisão de um juiz do Tribunal de Menores devem ser retirados os apoios do Estado às famílias.

"É uma medida de final da linha, caso se comprove a negligência da família e o não cumprimento dos deveres parentais", que podem culminar com a retirada da própria criança, sustentou.

O responsável da CONFAP considera necessário encontrar formas de separar o aluno agredido do agressor, mas adverte para a necessidade de medidas de acompanhamento do aluno problemático, recordando: "Tudo o que a escola rejeita, a prisão aceita".

A ministra da Educação anunciou hoje que vai apresentar um diploma para reforçar os poderes dos directores de escola para que os alunos agressores possam ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão.

Isabel Alçada falava no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, onde também defendeu que a violência em meio escolar "tem vindo a diminuir".

A ministra da Educação comprometeu-se a apresentar em breve uma iniciativa legislativa específica para combater a ocorrência de fenómenos de bullying (violência física e moral reiterada) nas escolas portuguesas, dando aos directores de escola a possibilidade de "suspenderem preventivamente alunos que tenham provocado agressões".

"Com esta decisão, o aluno agressor poderá ser imediatamente afastado da situação de contacto com o aluno agredido. Queremos resolver rapidamente situações de ameaça, conflito ou agressão, sem prejuízo de medidas disciplinares que se instaurem no momento em que há este tipo de situações nas escolas", apontou Isabel Alçada.

Segundo a ministra, os casos de violência em meio escolar têm vindo a diminuir, mas cada caso de violência "tem de ser tomado como motivo de preocupação".

Interrogada sobre a possibilidade de o Governo optar também por responsabilizar os pais das crianças agressoras, designadamente através da suspensão de eventuais apoios sociais que possam beneficiar do Estado, a ministra afastou essa proposta.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

3 comentários

  • pois é tudo muito lindo em teoria e estudos e quando os pais dao tudo o que podem e nao podem e os filhos desobedecem enfrentam os pais roubam-nos e ainda fazem pouco deles o que se faz neste caso com um miudo de 15 anos? vale a pena pensar nisso.
    anónimo | 18.03.2011 | 13.22Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Boa tarde, O bullying está a ser visto como um problema das crianças e jovens. Na verdade este assunto ainda é bastante taboo. O bullying é um problema dos adultos. Os adultos fazem e são vítimas de bullying, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional. O que as crianças fazem é um reflexo das acções dos adultos, praticamente em tudo na vida. Para se resolver o bullying nas escolas podem-se e devem-se criar medidas de curto prazo mas é imperativo ter a consciência que este é um problema social. O bullying só será resolvido a partir do topo, ou seja, a partir dos adultos. Só quando estes deixarem de se violentar uns aos outros é que as crianças lhes seguirão o exemplo. Esta forma de violência pode ser mais evidente nas crianças devido às agressões físicas, pois, os adultos usam entre si formas mais complexas de violência, nomeadamente, psicológicas mas não menos prejudicias para a saúde das suas vítimas. Contra este tipo de violência, que se pode chamar moderna e actual, ainda não existe qualquer legislação, qualquer protecção, pelo que os adultos, tal como as crianças sofrem em silêncio, muitas vezes nem admitem que estão a ser alvo de malevolência e, devido ao seu sentimento de impotência, acabam por cometer as mesmas acções que os seus agressores.
    A solução para acabar com o bullying é complexa tal como este fenómeno e passa por acabar com este tipo de violência entre os adultos. Não é preciso ser-se um técnico especializado para se perceber que as crianças que praticam estes actos são influenciados pelos adultos, principalmente, a sua família mais próxima e que ou são, elas próprias vítimas de maus tratos que descarregam nos outros, ou seguem o exemplo de bullying dos seus tutores.
    O bullying é um fenómeno social que existe entre os adultos e para o qual é necessário criar medidas que protejam as vítimas e punam os agressores. É necessária a criação de leis contra a violência psicológica e todas as novas formas de violência da sociedade actual que são complexas, tal como a sociedade é e estão fora do actual alcance legislativo, garantindo impunidade e muitas vezes vantagens aos agressores. Melhores cumprimentos Luís Silva
    Luís Silva | 11.03.2010 | 22.52Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Se á pais que não o sabem ser, depois não se queixem, PRIMEIRA educação começa no BERÇO.
    barbarrussa | 11.03.2010 | 18.39Hver comentário denunciado
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