José Mota diz que está a ser alvo de «ataque inqualificável»
"Estou a ser alvo de uma pulhice assente em denúncias anónimas não fundamentadas", disse à Lusa o ex-presidente da Câmara de Espinho, que garante ter sido avisado já há alguns meses de iria ser lançada contra si uma "campanha de difamações".
O governador civil de Aveiro, que se encontra no estrangeiro, confirma que a sua residência particular foi alvo de buscas, na quarta-feira, conduzidas por dois agentes da Polícia Judiciária.
José Mota, que em Outubro do ano passado foi derrotado nas eleições autárquicas, tendo sido posteriormente nomeado governador civil de Aveiro, garante que as denúncias anónimas que chegaram às autoridades tiveram origem na actual vereação da autarquia, de maioria PSD.
"Eu sei quem são os autores das denúncias. São do PSD", diz Mota, que ressalva que a histórica social-democrata Manuela Aguiar não está envolvida na "campanha negra".
A Lusa tentou contactar o presidente da Câmara de Espinho, Pinto Moreira (PSD), mas até ao momento não foi possível.
Mota destaca que as denúncias e a investigação da PJ surgem na véspera das eleições locais para a concelhia do PS, às quais concorre.
"Eles [PSD] estão com medo do que lhes vai acontecer dentro de quatro anos e por isso estão a atacar-me preventivamente", afirma.
José Mota diz ainda que nas últimas semanas foram postos a correr contra si e-mails anónimos denunciando alegadas situações de nepotismo no governo civil e no Inatel. "É tudo mentira", garante, prometendo "luta sem quartel" aos seus adversários políticos.






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