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Bullying

Teresa Caeiro (CDS-PP) diz que suspensão imediata de alunos não chega

11 | 03 | 2010   20.16H

“É tarde e vem apenas reconhecer uma das necessidades porque o problema da violência nas escolas não se resolve só com essa medida anunciada pela senhora ministra [da Educação] que é a da suspensão”, disse Teresa Caeiro.

A ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou hoje que vai apresentar um diploma para reforçar os poderes dos diretores das escolas, para que alunos agressores possam ser suspensos imediatamente após a agressão.

Para a deputada do CDS-PP, que anunciou quarta feira à noite a apresentação de um conjunto de medidas que visam prevenir e sancionar situações de violência nas escolas, a medida “é um passo em frente mas atrás das propostas do CDS”.

“Há muito que defendemos a necessidade de alteração deste Estatuto do Aluno, que foi feito por este Governo, desresponsabilizador, e que acaba com a diferença entre faltas justificadas e faltas injustificadas”, afirmou a deputada democrata cristã.

Uma das propostas, destacou, é prever a possibilidade de o Estatuto do Aluno considerar “falta injustificada” os atos de “violência e de bullying”.

A criação de um Observatório para a Violência Escolar, a revisão do Estatuto do Aluno para agilizar os mecanismos de sanção como a suspensão dos “alunos infratores/agressores” e considerar como “falta injustificada” atos de “violência culposa” e a criação de um Plano Nacional contra a violência nas escolas são algumas das medidas propostas para “a responsabilização do ministério da Educação”.

Teresa Caeiro vai propor a possibilidade de majoração dos apoios familiares e sociais em “função da assiduidade, bom comportamento e bom aproveitamento do aluno”.

Por outro lado, a deputada defendeu a possibilidade de serem “retiradas ou diminuídas as prestações sociais como o abono de família ou bolsas de estudo” no caso de “haver comportamentos abusivos, violentos, constantes, por parte dos alunos”.

O reforço dos meios do Programa Escola Segura e a alteração do Código Penal agravando as penas “quando crimes [como ameaça, coação, ofensas corporais, tráfico de droga] são praticados contra qualquer elemento da comunidade educativa” são outras propostas que o CDS-PP vai apresentar, disse.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: Pedro Catarino
Teresa Caeiro (CDS-PP) diz que suspensão imediata de alunos não chega | © Pedro Catarino

9 comentários

  • Claro que não chega.Na minha opinião,mete-los numa casa correcional,seria o acto mais acertado.Faze-los trabalhar; aprenderem uma profissão e caso não se demosticassem,então continuarem presos até ao final devida,mas sem acesso a TVs e outros previlégios.Somos tantos neste planeta,que se a escória fosse cremada,seria um bem para a humanidade.
    sou carrasco! não importa | 12.03.2010 | 19.11Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • (Desculpem o erro no texto anterior, mas a janela onde tenho que escrever é diminuta) MAIS: O ALUNOS SUSPENSOS PODEM SEMPRE FAZER "UMA ESPERA" ÀS SUAS VÍTIMAS PARA AS FAZER "PAGAR" PELOS INCÓMODOS A QUE FORAM OBRIGADOS. PODE SER PIOR PRÁS VÍTIMAS!
    Zé da Burra o Alentejano | 12.03.2010 | 12.07H
  • OS ALUNOS MAL COMPORTADOS, DEPOIS DE SUSPENSOS, PODEM MAIS: O ALUNOS SUSPENSOS PODEM SEMPRE FAZER "UMA ESPERA" ÀS SUAS VÍTIMAS PARA AS FAZER "PAGAR" PELOS INCÓMODOS A QUE FORAM OBRIGADOS. PODE SER PIOR PRÁS VÍTIMAS!
    Zé da Burra o Alentejano | 12.03.2010 | 12.04H
  • Não é suficiente suspender o aluno, quando ele voltar vai vingar-se na(s) sua(s) vítima(s). A solução para os jovens reincidentes neste tipo de agressões deveria ser o internamento compulsivo em "casas de correcção", ou com outra designação... Não importa, o importante é que aí teriam que cumprir regras pré-estabelecidas de educação, respeito e trabalho; quanto às actividades lúdicas, elas poderiam ser canceladas por mau comportamento.
    Zé da Burra o Alentejano | 12.03.2010 | 12.01H
  • SRA. MINISTRA, se calhar a alteração que deveria fazer á lei, era a dos auxiliares, se colocassem mais, não havia este problema.
    Mónica | 12.03.2010 | 11.55H
  • Perante a solução apresentada pela ministra da educação, como já era de esperar, a senhora não percebe nada! não sabe o que é uma escola! nem tão pouco as regras pelas quais se rege, perante a lei vigente é possível suspender um aluno de imediato e preventivamente até 10 dias, portanto onde está a novidade!!!!!!!
    carlos | 12.03.2010 | 00.04H
  • Eu estou a ver mal???
    Mas isto já é contemplado na lei! Hoje é possível supender preventivamente um aluno e fazer todo o processo disciplinar depois. Onde está a novidade??
    Indignada | 11.03.2010 | 23.07H
  • Boa tarde, O bullying está a ser visto como um problema das crianças e jovens. Na verdade este assunto ainda é bastante taboo. O bullying é um problema dos adultos. Os adultos fazem e são vítimas de bullying, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional. O que as crianças fazem é um reflexo das acções dos adultos, praticamente em tudo na vida. Para se resolver o bullying nas escolas podem-se e devem-se criar medidas de curto prazo mas é imperativo ter a consciência que este é um problema social. O bullying só será resolvido a partir do topo, ou seja, a partir dos adultos. Só quando estes deixarem de se violentar uns aos outros é que as crianças lhes seguirão o exemplo. Esta forma de violência pode ser mais evidente nas crianças devido às agressões físicas, pois, os adultos usam entre si formas mais complexas de violência, nomeadamente, psicológicas mas não menos prejudicias para a saúde das suas vítimas. Contra este tipo de violência, que se pode chamar moderna e actual, ainda não existe qualquer legislação, qualquer protecção, pelo que os adultos, tal como as crianças sofrem em silêncio, muitas vezes nem admitem que estão a ser alvo de malevolência e, devido ao seu sentimento de impotência, acabam por cometer as mesmas acções que os seus agressores.
    A solução para acabar com o bullying é complexa tal como este fenómeno e passa por acabar com este tipo de violência entre os adultos. Não é preciso ser-se um técnico especializado para se perceber que as crianças que praticam estes actos são influenciados pelos adultos, principalmente, a sua família mais próxima e que ou são, elas próprias vítimas de maus tratos que descarregam nos outros, ou seguem o exemplo de bullying dos seus tutores.
    O bullying é um fenómeno social que existe entre os adultos e para o qual é necessário criar medidas que protejam as vítimas e punam os agressores. É necessária a criação de leis contra a violência psicológica e todas as novas formas de violência da sociedade actual que são complexas, tal como a sociedade é e estão fora do actual alcance legislativo, garantindo impunidade e muitas vezes vantagens aos agressores. Melhores cumprimentos Luís Silva
    Luís Silva | 11.03.2010 | 22.53H
  • absolutamente de acordo. este desgoverno de esquerda só está preocupado é com as estatisticas conhecimentos, educação e principos não é essencial. basta vermos as mentes brilhantes que temos à frente do Estado a começar pelo senhor engenheiro que tirou uma licenciarura por correspondência. penso que era uma forma de acabar com o bulling, o pessoal estudar por correspondência.
    imbróglio | 11.03.2010 | 20.55H
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