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presidenciais

Fernando Nobre defende exames médicos periódicos para titulares de órgãos de soberania

12 | 03 | 2010   09.30H

Intervindo na tertúlia 125 minutos com… Fátima Campos Ferreira, Fernando Nobre defendeu que no exercício de certas funções de Estado, como os titulares de órgãos de soberania, “a pessoa precisa de estar na plena posse dos seus meios”.

Questionado pela anfitriã da tertúlia se um exame clínico a um titular de um órgão de soberania não diz respeito à esfera privada da pessoa, o candidato presidencial recusou que assim seja.

“Não. Quando se é presidente da República acho que o povo precisa de saber se o seu representante máximo está na plena posse das suas faculdades”, exemplificou.

Fernando Nobre acrescentou que, caso seja eleito, se submeterá a exames médicos periódicos “sem o mínimo receio”.

Defendeu ainda que os exames clínicos sejam feitos “por uma junta médica isenta, nomeada pelo Estado, com os maiores peritos na área”.

“Qual é o problema? De três em três meses ou de seis em seis meses o povo saber que o seu rei, o seu Presidente da República, o seu Primeiro-ministro está em condições de saúde para continuar a exercer as suas funções”, prosseguiu.

A questão das condições de saúde dos titulares de órgãos de soberania foi suscitada por Fernando Nobre, já na parte final da tertúlia, depois da jornalista o ter inquirido sobre se a sua candidatura “é para levar até ao fim”.

O candidato presidencial respondeu que está na corrida “até ao fim”, a não ser que morra num acidente de automóvel, leve um tiro na cabeça ou lhe seja diagnosticado um cancro.

“Quando se está em funções de chefia ou possível chefia há que falar com frontalidade. Se daqui a três, quatro meses, me for detetado um cancro farei uma conferência de imprensa, com dados objetivos, para mostrar que já não estou em condições de me candidatar”, disse.

Recordou, igualmente, o livro “Estes Doentes que Nos Governam”, editado em 1977, sobre dirigentes mundiais portadores de doenças com influência no seu raciocínio, cujo conteúdo classificou de “dramático”.

“Não estavam em condições objetivas para governar, deviam ter dito aos seus povos”, frisou.

No final da sessão, em declarações aos jornalistas, Fernando Nobre esclareceu que quando se referiu aos exames médicos periódicos para titulares de órgãos de soberania não se referia a ninguém em particular mas antes a si próprio.

“Estava a falar de mim próprio (…) É uma decisão que tenho interiorizada em mim, seja que função exerça. Sei pela minha profissão [médico] que há certas doenças que me perturbariam emocionalmente e portanto, a título pessoal, perante certas circunstâncias, eu assumiria ou teria de assumir [a doença]”, explicou.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

8 comentários

  • PIU-PIU,pedintes! Porra! Então o Sócrates,sem que me tenha perguntado se estava eu e outros portugueses de acordo,deu 5 milhões para Mocambique,quando aqui tanta falta nos faz! Claro,que ests dádivas,levam água no biao!
    falcão | 12.03.2010 | 15.47Hdenunciar comentário
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  • Eu também acho. Aliás diria mais: os senhores que exercem funções de estado deviam ter casas com projecto elaborado por Arquitecto (porque eu sou Arquitecto). Se fosse professor universitário, acharia que os mesmos senhores deveriam ter formação superior. E assim sucessivamente
    tchica | 12.03.2010 | 15.12Hdenunciar comentário
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  • Não sou Monárquico, mas foi neste tempo que tornamos Portugal um IMPÉRIO...Agora somos esta coisinha insignificante e pedinte de mão sempre estendida...O resto é treta e de tretas estou farto desde o 25 do 4. Vivemos uma fase de palpites híper inclinados pelas clubites partidárias onde todos querem mandar...? Ora onde todos mandam ninguém tem razão...Mas porra...não se nota? Se não então quem tem de ir ao Psi...sou eu...? Quanto a este senhor e às suas repentinas inclinações politicas, não nasceu para isto...Parece que não move uma mosca e tenho medo que seja mesmo isso. ISTO está tão BOM...que alunos e Professores até já se suicidam...Ai SALAZAR Volta...antes que nos revoltemos como marabunta. Ouvi agora que Madame Alçada criará reforço às competências...! Quando era ALUNO...os professores resolviam isso com umas (BOLOS...) " O Quim apanhou 4 bolos,) Bolos era umas reguadas nas mãos...e nunca ninguém se magoou ou foi ao Hospital...Nem nunca um Pai foi à Escola a não ser para dizer ao Professor, não lhas poupe que eu quero o o meu filho EDUCADO. Para quê acrescentar algo mais...a não ser aquele puto de 8 anos levar uma ARMA para a Escola E.B. 2 3
    Piu-Piu | 12.03.2010 | 12.17Hdenunciar comentário
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  • Concordo perfeitamente consigo, pois um cargo com esta responsabilidae exige que a pessoa que o exerce tem de oferecer todas as garantias incluiindo a sua sanidade mental,já nos bastou o tempo da Monarquia em que a única condição que se impunha era que fosse da família, mesmo que fosse um débil mental, para não falar no papado que se eternizam no poder quase até á morte, bem haja Dr Fernando Nobre
    Fernando Teixeira | 12.03.2010 | 12.00Hdenunciar comentário
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  • Aimda acontece como com os juizes. os titulares da justiça igual para todos tem reforma por inteiro, desde que só tenham um ano de serviço e sejam dados incapazes pela psiquiatria. Doença dos sãos que tão boas reformas tem dado!
    a.cardoso | 12.03.2010 | 11.20H
  • Deirei mais: PERFEITAMENTE DE ACORDO SE FOR APENAS PARA AVALIAR DAS FACULDADES PSÍQUICAS E HOUVER CONSEQUÊNCIAS EM CASO DE ANOMALIA (MAS TERIA QUE SE TIPIFICAR NA LEI QUAL SERIA ANOMALIA IMPEDITIVA PARA O DESEMPENHO DE CARGOS DE SOBERANIA)
    Zé da burra o Alentejano | 12.03.2010 | 11.11H
  • Sr. Fernando Nobre:os politicos portugueses não precisam da sua ajuda para usarem o erário publico na sua assistência à saúde.A grande maioria deles logo que são eleitos tratam de fazer uso das verbas publicas para despistarem seus males e de suas familias.
    joriba | 12.03.2010 | 10.01H
  • Perfeitamente de acordo se houver avaliação psiquiátrica.
    Anonimo | 12.03.2010 | 09.33H
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