Casamentos gay deviam ser fora do contexto do Santo António
"Não há necessidade de afrontar a religião católica. No 5 de Outubro é que a Câmara de Lisboa devia abrir os Paços do Concelho para apoiar casamentos civis homossexuais e heterossexuais", afirmou António Serzedelo à Lusa.
Em alternativa ao dia da implantação da República, o presidente da associação de defesa da comunidade gay, lésbica, bissexual e transgénero (LGBT) avança o 10 de Junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, "para mandar uma mensagem de diversidade a toda a lusofonia".
As inscrições para os casamentos de Santo António terminam hoje, mas nenhum casal homossexual pode tentar inscrever-se na iniciativa, já que a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não foi promulgada.
O presidente da Câmara, António Costa (PS), já anunciou que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo não serão incluídos na vertente de casamentos civis da iniciativa, inserida nas festas da cidade.
António Serzedelo concorda, porque "poderia causar uma perturbação que faria a Igreja retirar-se da cerimónia e isso feria os católicos".
"Só ia prejudicar a luta", concluiu.




7 comentários
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Bem-haja
É justo que os homoxessuais possam "casar" mas por favor não envolvam o Santo. Eu não acredito em Santos nem sou católico. A igreja católica não tem o direito de impor o seu ponto de vista aos não crentes (tal como qualquer outra religião) mas merece-nos respeito e não devemos nem podemos obrigar a igreja a abençoar este tipo de uniões