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casal ventoso

Junta quer equipamentos sociais para combater tráfico de droga

12 | 03 | 2010   09.45H

"Se os espaços não forem utilizados mais facilmente se vocacionam para actividades marginais, nomeadamente tráfico de droga. Acho que a solução, a médio e longo prazo, é que a encosta e a [Rua] Maria Pia voltem a um cenário de ser habitadas com normalidade", disse Pedro Cegonho (PS), em entrevista à agência Lusa.

Para o autarca, devem ser demolidos os prédios na Maria Pia que se encontrem "em risco de ruína", devendo os mesmos ser substituídos, por outros imóveis "ou não", revelando o socialista que já transmitiu à Câmara Municipal de Lisboa o desejo da construção de um polidesportivo na encosta.

Pedro Cegonho defende que "toda a encosta" tenha "um programa de aproveitamento em termos de espaço verde, de área de lazer, de prática desportiva e com equipamentos", panorama "dissuasor de haver o tipo de actividades" relacionados com droga que ainda existe na rua particularmente junto à zona dos cafés na Meia Laranja.

"Criou-se uma base para criar uma base para poder devolver a encosta à população", diz o presidente da Junta de Santo Condestável, realçando que em resultado do realojamento a encosta "tornou-se um fosso físico" entre os bairros da Avenida de Ceuta e o "planalto" da zona de Campo de Ourique.

A reflorestação na encosta, que no sábado terá novo impulso com mais uma iniciativa da organização "Plantar uma árvore", "faz a ligação" entre as pessoas, sustenta o presidente da Junta, e "dá vida aos caminhos que trazem as crianças à escola, os idosos para o centro de saúde, para o mercado".

"Toda a população da Quinta do Loureiro e da Avenida de Ceuta Sul faz a sua vida quotidiana de compras em Campo de Ourique, e tudo o que seja motivar a ligação física entre esse bairro e o planalto é devolver a encosta às pessoas", defende Pedro Cegonho.

O presidente da Junta de Santo Condestável sustenta que o "problema de fundo", o "combate ao tráfico" de droga, diz respeito à "segurança" e deve ser tratado ao nível das "diversas forças e especialidades", e embora na encosta ainda existam alguns problemas, a situação está agora a "anos luz do que era antigamente".

Definindo o problema da droga como "complexo" e de âmbito "internacional", embora com repercussões a nível local, Pedro Cegonho é da opinião de que as juntas de freguesia "não estão minimamente vocacionadas para lidar com ele" na questão da "segurança e combate ao tráfico".

Falando em concreto da Junta de Santo Condestável, o autarca sustenta que existem, todavia, "instrumentos para lidar" com a droga "em termos de prevenção", nomeadamente a nível de apoio educacional a jovens, "e na componente de apoio à família, com o tomar conta das crianças" antes e depois das aulas com actividades de ocupação "dadas pela junta".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: Tiago Petinga/Lusa
Junta quer equipamentos sociais para combater tráfico de droga | © Tiago Petinga/Lusa

1 comentário

  • Ponhamm esta gente viciada a limpar as Matas desde já, pois os Incendios estão aí à porta. O suor e o cansaço tira-lhes a dependencia em bora os primeiros dias sejam mais maus...
    Vinagrete | 12.03.2010 | 11.36H
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