Logótipo XL |Automotor |Classificados |Correio da Manhã |Destak |Jornal de Negócios |Máxima |Record |Rotas & Destinos |Semana Informática
casal ventoso

Tráfico de droga existe em "menor escala"

12 | 03 | 2010   09.46H

A associação, que acolhe uma creche com ensino pré-escolar para dezenas de crianças na zona, funciona desde 1977. Dilar Duarte, da direcção da associação, actualmente com 56 anos de idade, está na Associação de Moradores do Casal Ventoso desde a sua fundação.

Nascida e criada no Casal Ventoso, Dilar Duarte sustenta que "traficantes e consumidores" continuam a agir no bairro, "não com a mesma aglomeração" de antigamente, mas "mais a descoberto", nomeadamente no que refere à Meia Laranja, poucos metros abaixo da sede da associação.

Situada na Rua Maria Pia, a estrutura tem neste momento 17 funcionárias e tem 77 crianças sobre sua alçada.

Rosalina, uma das assistentes sociais da associação, confessa à Lusa que "não é comum" haver um preconceito dos pais ao deixar as crianças na associação.

"Às vezes é mais o preconceito pelo nome da instituição do que outra coisa", revela.

O Projeto Alkantara, sedeado no Bairro do Cabrinha - que recebe parte da população realojada após a demolição do Casal Ventoso - procura dar um apoio "bio-psico-social" aos moradores, quem em matéria de integração social, apoio psicológico e cuidados de saúde "físicos e mentais", revela o presidente do projeto.

Filipe Santos, psicólogo e presidente do Projeto Alkantara, define a população realojada do antigo Casal Ventoso - mais de dez anos depois do processo - como "desfavorecida", sobretudo devido à sua "insuficiência a nível de habilitações", seja formação "académica ou profissional".

A associação de intervenção comunitária Crescer Na Maior é outra das que atua na zona, com intervenções de rua inclusive junto à Meia Laranja.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE