Entrevista

Couceiro e Gião: 25 anos

16 | 05 | 2007   08.11H

Embora, actualmente, sejam companheiros de equipa, ao longo de um quarto de século foram quase sempre adversários, algo que começou desde o karting, aos 12 anos.

Desde o ano passado que são companheiros de escuderia, no comando de um Ferrari. Hoje, lideram o Campeonato de Espanha de GT, «um dos mais importantes a nível mundial».

«É uma coincidência comemorarmos os dois 25 anos de carreira. Começámos na mesma altura, mas não em conjunto, bem pelo contrário, fomos quase sempre adversários, andávamos sempre à 'estalada' em pista», explica, ao Destak, Pedro Couceiro.

Manuel Gião destaca: «já tínhamos colaborado em pequenos projectos, mas nunca desta forma, no mesmo carro. Os GT são provas de resistência.»

O que significaram 25 anos de automobilismo? «É uma paixão. Deram-me boas recordações. Felizmente, tem uma longevidade diferente do futebol e espero fazer mais anos», refere Gião.

Gião vs Alonso

Manuel Gião recorda o ano mais mediático, em que esteve na Fórmula Nissan (1999), uma luta intensa com o actual campeão do mundo de Fórmula 1, Fernando Alonso: «Tivemos uma 'guerra' enorme e fui até à última prova a disputar o campeonato com ele, com três pontos de distância.

Fui vice-campeão e houve um final muito polémico, mas é passado. Foi um ano que me poderia ter dado acesso à Fórmula 1, ainda hoje me falam nisso em Espanha.» Sem rancores, continua a falar com Alonso: «ainda há dois anos, quando fui vice-campeão de GT».

O piloto recorda, ainda, com carinho o início da carreira, nos karts: «Talvez tenha sido o que mais gostei, porque era tudo novidade e aprendi bastante por lá e, depois, quando fui campeão nacional de Fórmula Ford, que me abriu as portas internacionais.»

Couceiro orgulhoso

«Recordo, para além do karting, quando fui campeão nacional de Fórmula Ford. Foi o resultado que me permitiu emigrar e estar a correr lá fora durante 18 anos», diz Pedro Couceiro.

A nível internacional, o piloto afirma que teve o privilégio de ter «cor-rido com a nata dos pilotos mundiais, o que me enche de orgulho». O objectivo para este ano no GT espanhol «é sermos campeões», e, futuramente, correr, também, no GT Europeu.

João Tomé | jtome@destak.pt
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