Durão Barroso: «Ajuda europeia só no Outono»
"O governo português tem de apresentar o processo até ao final de Abril. Se não houver atrasos imprevisíveis, o mais tardar no outono pode haver uma resposta", disse Durão Barroso na freguesia de Serra d'Água, concelho da Ribeira Brava, no âmbito da visita que efectuou à Madeira para expressar a sua solidariedade e observar os estragos causados pela intempérie de 20 de fevereiro.
Adiantou que de momento está a ser efectuado o trabalho de avaliação dos danos pelas autoridades regionais e do continente, que agora "têm de apresentar devidamente fundamentado" esse levantamento.
“Já manifestámos a nossa disponibilidade para ajudar as autoridades portuguesas e da Madeira para fazer essa avaliação", disse.
Realçou que estes processos "demoram algum tempo, porque têm de ser devidamente instruídos e depois merecer a aprovação do Conselho, dos governos e do Parlamento Europeu”.
“Mas não tenho a menor dúvida de que isso vai acontecer", acrescentou.
Durão Barroso destacou que será tido em conta neste processo "a avaliação real dos prejuízos e o facto de a Madeira ser uma região ultraperiférica, por isso tem uma bonificação na ponderação dos fundos que pode receber".
"Venho trazer uma palavra de esperança. A Madeira tem um grande futuro pela frente e a verdade é que a vida continua e estou impressionado com aquilo que já em tão pouco tempo foi possível fazer", afirmou.
“Temos aqui uma actividade extraordinária", conclui Durão Barroso, manifestando ainda a solidariedade para com as famílias e amigos das vítimas da intempérie que a 20 de fevereiro provocou a morte de 43 pessoas, continuando desaparecidas oito, 600 desalojados e avultados danos materiais.
O presidente da Comissão Europeia visitou as freguesias de Taboa e Serra d'Água, no concelho da Ribeira Brava, e visita ainda as zonas mais afetadas pelo temporal no Funchal.







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