Embaixadores e representantes da UE criticam rota Lisboa/Bissau da TAP
No documento, o representante da Comissão Europeia, os embaixadores de França e de Espanha e o chefe da missão da UE para Reforma do Setor de Defesa e Segurança criticam o que consideram uma série de “anomalias e deficiências” que afetam os passageiros da rota Lisboa/Bissau.
Lembrando que a companhia detém o monopólio da ligação aérea entre Lisboa e Bissau, os embaixadores lamentam que na ligação entre as duas capitais a TAP utilize “aeronaves que não se coadunam, pela ausência de conforto, com a duração e distância do trajeto”.
Os diplomatas da UE criticam também os “atrasos generalizados”, o “extravio de bagagens” e a chegada das malas diplomáticas fora dos prazos previstos.
“Os horários noturnos dos atuais três voos semanais são raramente respeitados e sofrem, com demasiada frequência, atrasos generalizados”, afirmam no documento.
“À chegada ao destino, muitos são os passageiros impossibilitados de recuperar as respetivas bagagens, devido ao seu extravio”, salientam os embaixadores.
Segundo os diplomatas, “por vezes, só ao fim de um mês é possível recuperar a bagagem extraviada, enquanto os procedimentos tendentes a eventuais indemnizações podem demorar vários meses”.
“As malas diplomáticas confiadas à companhia nem sempre chegam aos seus destinatários dentro dos prazos previstos, pese embora poderem conter medicamentos, cuja entrega reveste carácter urgente, implicando o escrupuloso respeito da cadeia de frio”, acrescentam.
No documento, os diplomatas recordam também que um “embaixador acreditado em Bissau não carece de visto de residência no país” e que os outros passageiros podem obter visto na chegada à capital guineense.
A agência Lusa contactou o delegado da TAP em Dacar, Eugénio Pereira, que afirmou desconhecer a existência da carta e o seu conteúdo.






1 comentário
Pelo menos os nossos parecem representantes dos E.U.A., a atender ao luxo da casa de morada em Moçambique, ás mordomias e luxos de Paris e Londres.
se só as malas deles não aparecem, não é nada mau; a maçada é compensada com a burocracia a que não se submetem mostrando passaporte diplomático