UE vai ajudar a Madeira mas não se pode comprometer com datas
Durão Barroso falava no Aeroporto da Madeira no final de uma visita de trabalho que realizou à região para expressar a sua solidariedade e inteirar-se pessoalmente dos danos causados pela intempérie.
“Não me posso comprometer com datas precisas porque são procedimentos que não dependem só da Comissão Europeia, dependem em primeiro lugar das autoridades portuguesas entregarem a sua pretensão e avaliação a tempo, e depois de outras instituições” da UE, argumentou
“Não percebo porque há uma insistência neste ponto porque não é o importante porque o fundo aplica-se retroactivamente”, acrescentou.
Durão Barroso, destacou que “haverá uma contribuição, mas não será essa contribuição que vai resolver tudo”.
“A questão da data se é outubro ou inverno não é decisivo, o importante é que há uma ajuda comunitária para o esforço de reconstrução, do Fundo de Solidariedade e de outros envelopes”, adiantou.
O presidente da Comissão Europeia recordou que existem quase 550 milhões de euros em outros fundos “que podem ser colocados à disposição da Madeira”, uma região com “grande experiência já de gestão destes apoios e pode usá-la para aumentar a sua competitividade e as fontes de crescimento para a prosperidade de todos os madeirenses”.
“A União Europeia vai ajudar através do seu Fundo de Solidariedade e as coisa estão bem encaminhadas”, disse, salientando: “eu próprio me inteirai pessoalmente dos estragos verificados”.
Durão Barroso acrescentou que tem “uma grande confiança no futuro da economia da Madeira”, destacando o “dinamismo dos madeirenses e a tradição da boa utilização de fundos estruturais”.
O responsável europeu negou a existência de quaisquer falhas na atribuição imediata de apoios, salientando que a “União Europeia é uma comunidade de direito” e “não pode haver uma calamidade um dia e no dia seguinte, sem qualquer demonstração de prejuízos, vir com alguns envelopes”.
Depois de ter visitado alguns locais atingidos pelo temporal, Durão Barroso realçou o esforço de reconstrução que está no terreno, dizendo “nunca ter visto na Europa tantas maquinas e pessoas a trabalhar”.
“Temos na Madeira um dos destinos turísticos mais bonitos do mundo. A zona turística não foi afetada e está pronta a receber os turistas que a procuram”, frisou.
Depois do primeiro ministro, José Sócrates, do Presidente da República, Cavaco Silva, de vários ministros do executivo central e do comissário europeu do Desenvolvimento Regional, Durão Barroso esteve hoje na Madeira percorrendo as principais zonas fustigadas pelo temporal de 20 de fevereiro, Ribeira Brava e Funchal.
O temporal provocou 43 mortos, 8 desaparecidos, 600 desalojados e avultados danos materiais.





