"A Liga não é só do Benfica ou do FC Porto", Moncho López
Desde que chegou ao comando técnico dos "dragões", Moncho falou sempre que assumiria um projeto de dois anos e, na época de arranque, conquistou já dois troféus que legitimam a candidatura ao título nacional.
"Quero vencer já o campeonato. Quando falava num projeto de dois anos sempre pensei que tinha que fazer tudo para vencer títulos. Há períodos de transição, mas há equipas que nesses períodos têm de assumir as suas responsabilidades, têm de disputar títulos. Falta mais um título, a Liga", frisou.
O quarto lugar no campeonato é explicado pelo espanhol com os resultados menos conseguidos nas alturas em que se preparavam as Taças conquistadas - Taça Hugo Santos e Taça de Portugal.
"Não é fácil explicar não estando por dentro da nossa equipa. A realidade é que preparámos muito bem as duas taças, com treinos muito específicos, focalizando os objetivos e se calhar isso prejudicou-nos, pois não jogámos ao melhor nível", lembrou.
Apesar de estar atrás de Benfica, Ovarense e Vitória de Guimarães, Moncho López destaca a capacidade da sua equipa em lutar de igual para igual com os mais fortes.
"Objetivamente, há quatro equipas muito fortes. Gostávamos de estar melhor posicionados, mas sabemos que o trabalho realizado é bom. Aqui o que interessa é ganhar títulos. Já ganhámos dois e demonstrámos que podemos jogar melhor que os outros e chegar aos play-offs bem preparados", argumentou.
O treinador portista diz que "é igual ir em terceiro ou quarto", pois, para vencer a Liga há que derrotar, seja em que altura for, os “encarnados”, em princípio primeiros.
"Há que ganhar ao Benfica, seja na final ou antes, mas também temos que vencer os outros. A Liga não é só uma Liga do Benfica ou do FC Porto. Aqui, o que tenho que fazer é que o fator campo não seja um problema", desdramatizou.
Se o confronto com o Benfica acontecer nas meias finais, “é preciso ganhar menos jogos do que numa final”.
“Queríamos o primeiro lugar, mas não nos stressa tanto sermos quartos. A nossa satisfação traduz-se em dois títulos consecutivos, com alto nível de jogo e a sensação de que competimos e podemos ganhar aos rivais fortes da Liga", afirmou.
Moncho López, que é também o selecionador nacional, revela que está a ser vantajoso acumular os dois cargos.
"Não estou com dificuldades em conjugar o trabalho. Já o tinha feito. Como selecionador, está-me a ajudar muito. Estou a conhecer melhor os jogadores, estou a ter mais contacto com eles e estou a pensar cada segundo do dia no basquetebol português", garantiu.
Como treinador do FC Porto, Moncho "gostava muito de ver o clube jogar as competições europeias", e, como selecionador, "gostava muito que também as outras equipas portuguesas jogassem na Europa. É bom para a modalidade e permitiria melhorar a qualidade dos jogadores portugueses".




