PJ tem indícios seguros da ligação de Andoni Fernandez aos etarras
Segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o alegado etarra Andoni Fernandez foi detido quinta feira à noite no aeroporto de Lisboa quando tentava embarcar num voo da TAP para Caracas com um passaporte mexicano falso.
Numa declaração conjunta com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, no Parlamento, sobre esta detenção, Alberto Martins frisou que “os dados que o Governo possui - e que foram fornecidos pela Polícia Judiciária (PJ) - mostram que há indícios seguros que ligam o detido à ETA e às actividades desenvolvidas na região de Óbidos”.
“As investigações prosseguem, estão sob segredo de justiça e, como se pode compreender, estamos perante matérias sensíveis. Mas a articulação com o que se passou em Óbidos é óbvia”, sustentou o ministro da Justiça.
Alberto Martins adiantou depois que o detido vai ser submetido a um interrogatório judicial no âmbito deste processo.
“A PJ está a fazer o seu trabalho em articulação com todas as forças de segurança. O nosso objetivo é que Portugal não constitua um porto seguro para as actividades terroristas da ETA - e é isto que está a ser conseguido e alcançado”, sustentou o ministro da Justiça.
Interrogado se as polícias portuguesas suspeitam da existência de mais elementos da ETA em Portugal, Alberto Martins apenas disse que “o combate que está a ser travado é no sentido de evitar que haja condições para refúgio seguro da ETA em Portugal”.
Confrontado com dúvidas que foram colocadas do lado espanhol em relação à eficácia das autoridades portuguesas no combate à ETA, o ministro da Justiça aludiu a esta última detenção como “a resposta que está a ser dada em termos de ação criminal, perseguição e investigação”.
“Esta resposta está a ter o êxito e os resultados que são do conhecimento público. Está a haver uma articulação perfeita entre as autoridades portuguesas e espanholas. Os ministros da Justiça e da Administração Interna de Espanha agradeceram a colaboração excelente que existe entre as autoridades e as polícias dos dois países”, salientou Alberto Martins.
Neste ponto, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, negou a existência de qualquer crítica à articulação entre as autoridades políticas e policiais dos dois países.
“Essa boa articulação foi aliás coroada muito recentemente pela celebração de um memorando de entendimento entre os secretários gerais para a segurança de Portugal e Espanha. Esta boa articulação faz-se diariamente e ainda na quinta feira estive em contacto com o meu homólogo espanhol”, acrescentou Rui Pereira.






