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UE/Finanças

Teixeira dos Santos apresenta linhas gerais do OE2010 e PEC aos ministros da zona euro na segunda feira

12 | 03 | 2010   17.51H

Fonte comunitária disse à Agência Lusa que "é habitual" que, depois da aprovação do Orçamento por um Estado-membro, o ministro correspondente faça uma "breve referência" ao mesmo no encontro mensal dos ministros das Finanças da zona euro.

O facto de o Orçamento do Estado para 2010 iniciar um ciclo de quatro anos, até 2013, de ajustamento orçamental, levará "certamente" Teixeira dos Santos a fazer uma referência também em relação ao PEC atualizado, de acordo com a mesma fonte.

O PEC traça a estratégia orçamental de Lisboa até 2013, ano em que o défice orçamental deverá ser inferior ao limite de 3,0 por cento imposto pelas regras europeias - o Governo aponta para um desequilíbrio de 2,8 por cento nas contas públicas nesse ano.

A Assembleia da República vai aprovar hoje o Orçamento do Estado para 2010 e o Governo, durante o fim de semana, deverá finalizar o documento final do PEC, que só deverá ser entregue à Comissão Europeia depois de 25 de março, quando for discutido pelos deputados.

A reunião dos ministros das Finanças de segunda (Zona Euro) e terça feira (UE) deverá, no entanto, ser dominada por um debate sobre a situação orçamental da Grécia, que levou a medidas de austeridade que resultaram em greves, algumas violentas.

O ministro grego deverá informar os seus congéneres sobre os progressos na implementação do PEC do país que já foi aprovado pelos 27 a 16 de fevereiro último.

Nessa altura, os ministros da UE decidiram que a Grécia tinha até 2012 para reduzir o seu défice para um valor inferior à referência de 3,0 por cento do PIB e sugeriram medidas que deviam ser aplicadas pelo país.

A Comissão Europeia também irá apresentar um relatório sobre a mesma questão, segundo as fontes comunitárias, numa altura em que já há vozes, como as do ministro das Finanças alemão, a defender que os países em constante incumprimento financeiro devem deixar de participar nas decisões financeiras sobre a zona euros e até sair deste grupo, embora mantendo a permanência na União Europeia.

Por outro lado, os ministros irão na terça-feira tentar chegar a uma "posição comum" sobre uma proposta da Comissão Europeia para regular a nível europeu os fundos de investimento de capitais de alto risco ("hedge funds").

Estes fundos altamente especulativos são vistos como tendo tido uma responsabilidade importante na crise financeira que levou à atual crise económica.

Segundo as fontes europeias, o Reino Unido continua a opor-se à proposta de Bruxelas, não sendo de afastar a possibilidade de os 27 chegarem a uma "posição comum" contra a vontade de Londres.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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