Teixeira dos Santos acusa partidos de aprovarem medidas "claramente populistas"
Teixeira dos Santos, que falava no encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2010, não deixou de fazer o reparo à aprovação de duas propostas que muito criticou na quinta feira, tendo inclusivamente considerado nesse debate que os cerca de cinco milhões de euros para os eleitos das freguesias seriam “money for the boys”.
Depois de muita polémica, o governante voltou a criticar as propostas, considerando em primeiro lugar que o dinheiro para os eleitos das freguesias servia para os partidos “ganharem simpatias regionais e autárquicas”.
Nesse mesmo sentido, a decisão de dar mais 5 por cento da receita de IRS para os municípios das no orçamento é para Teixeira dos Santos “uma aritmética bizarra só possível à custa do orçamento”.
“O perigo que coligações negativas representam para o rigor e a disciplina orçamental foi mais uma vez ilustrado durante as votações deste Orçamento do Estado. Tais coligações introduziram alterações à aplicação da Lei das Finanças Locais visando distribuir mais dinheiro para ganharem simpatias regionais e autárquicas”, disse.
“Esta Assembleia determinou que os 100 por cento da receita do IRS das regiões autónomas devem ser iguais a 105 por cento. Uma aritmética bizarra só possível à custa do Orçamento do Estado”, acrescentou.
Apesar disto, e de considerar estas decisões como “claramente populistas”, o governante considerou que o Orçamento do Estado não foi desvirtuado e garantiu que, se houver condições, o Governo irá procurar em 2010 “um resultado melhor que a redução prevista”, do défice orçamental, projetada em 1 ponto percentual este ano.




1 comentário
Do mesmo modo não percebo porque se pagam 75 euros aos membros da mesa nas eleições, quando deveria ser um serviço civico a prestar uma vez na vida.Com isto assiste-se ao triste espectáculo das cunhas para ir para as mesas de voto.
A ´nossa crise de valores é profunda! ninguém faz nada para servir os outros