"Julgo que o país precisa de mudar de Governo, mas o país é que sabe"
Na sessão de apresentação da Comissão de Honra da sua candidatura, no Centro Cultural de Belém, Pedro Passos Coelho sustentou que "este Governo tem medo de eleições e aproveita todas as oportunidades para, classe profissional por classe profissional, setor de atividade por setor de atividade, tentar reconciliar-se com quem, em primeira instância, se aborreceu".
"Esta é preocupação do Governo. Quer dizer, este Governo continua preocupado com as eleições, não está preocupado com o país", reforçou.
Referindo-se ao processo de eleição do novo presidente social democrata, Passos Coelho disse que "no final desta eleição" estará "o país a olhar para o resultado do PSD" e a perguntar: "Estão eles preocupados connosco ou com eles próprios?".
"Se precisarmos de mudar de Governo - e eu julgo que o país precisa de mudar de Governo, mas o país é que sabe - está esta gente preparada para fazer mais do que aqueles que cá estiveram?", prosseguiu o candidato à presidência do PSD.
"Eu estou convencido que nós vamos conseguir dar uma boa razão aos portugueses para que eles saibam que podem contar connosco", acrescentou.
Passos Coelho referiu-se depois às sondagens segundo as quais "os portugueses continuam a preferir o PS ao PSD" e disse que a opinião das pessoas que ouve na rua "não corresponde àquelas sondagens".
"As pessoas continuam à espera de perceber o que é que o PSD quer. E eu julgo que nós estamos cada vez mais perto de poder dizer ao país o que é que queremos para Portugal. E nesse dia, quando Portugal precisar - não sei se é este ano, se é para o ano, se quando é - quando o país precisar nós estaremos cá a dar o nosso contributo para Portugal ir mais além", concluiu.
No seu discurso, o ex-presidente da JSD assinalou que tem a apoiá-lo "muitos companheiros que há dois anos apoiaram a doutora Ferreira Leite ou o doutor Santana Lopes", seus adversários nas anteriores diretas para a presidência do PSD, nas quais ficou em segundo lugar.
"Não tiveram dificuldade em juntar-se nesta candidatura que alargou o seu compromisso de há dois anos com a urgência da ambição que agora precisamos de ter. Esse alargamento já é um sinal da união que vamos saber construir", disse.
Passos Coelho disse depois que "em política não vale tudo" e que, por isso, nesta campanha ninguém o ouvirá "gritar, nem dizer umas tiradas que pessoas com equilíbrio, em circunstâncias normais, se recusariam a pronunciar", nem "cavar dentro do PSD um clima de acusação, de menos tolerância ou de menor pluralismo".
"Podemos ganhar sem dar lições a ninguém, sem castigar ninguém e sem prometer o inferno a ninguém dentro do PSD. Somos todos poucos para poder colocar Portugal em primeiro", rematou.





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