Tribunal levanta suspensão das obras
Segundo a fonte, depois de analisadas as condições da decisão do tribunal, poderão ser retomados os trabalhos de escavação do maior túnel rodoviário da Península Ibérica.
A empresa Águas do Marão, propriedade de António Pereira, interpôs uma providência cautelar, que foi aceite pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel e parou as obras no túnel a 10 de novembro.
A concessionária Auto-Estrada do Marão recorreu da decisão para o Tribunal Central Administrativo do Porto, que hoje anunciou o levantamento à suspensão dos trabalhos.
A fonte referiu que este tribunal entendeu que não devia ter havido suspensão das obras.
Desde a paragem da escavação do túnel, foram várias as vozes que se levantaram em defesa da obra, desde empresários, autarcas e políticos, entre os quais o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que disse esperar uma "solução célere", considerando que se trata de uma obra "muito importante para o desenvolvimento da região e da economia".
Desde que começou a construção do túnel do Marão, inserido na autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real, a empresa Águas do Marão interpôs duas providências cautelares, a primeira das quais impediu a monitorização das captações pela concessionária do empreendimento.
Em fevereiro, o Tribunal Administrativo de Penafiel veio dar razão à concessionária, permitindo a colocação dos piezómetros (aparelhos que avaliam a compressibilidade dos líquidos).
O túnel está inserido na autoestrada que passará a ligar Amarante a Vila Real a partir de 2012.
O investimento na obra é de 350 milhões de euros, nas no total dos 30 anos de concessão será de 456 milhões de euros.
Esta via vai juntar-se à Auto-Estrada Transmontana, que ligará Vila Real a Bragança, transformando-se numa alternativa ao atual Itinerário Principal 4 (IP4).





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