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Castanheira Barros

«A crise é uma ficção, não existe»

13 | 03 | 2010   19.44H

Castanheira Barros foi o primeiro dos quatros candidatos à presidência social democrata a discursar no XXXII congresso nacional que hoje e domingo decorre em Mafra, tendo começado por dar uma primeira palavra e um minuto de aplausos "ao povo estoico da Madeira".

Depois de uma "notícia de última hora" sobre a criação de "um clube de fãs do José Sócrates", que o candidato disse dar pelo "nome de sondagens", andando com o primeiro-ministro "ao colo há cinco anos", Castanheira Barros passou para as questões do PSD.

"Uns falam em unir, outros em romper, outros em mudar, eu falo em renovar", sublinhou Castanheira Barros, defendendo um "regresso às origens, ao pensamento de Sá Carneiro".

Para Castanheira Barros "mais do que 'slogans' o PSD precisa de ação", garantindo que o partido precisa de uma "via verde para o desenvolvimento sustentável".

"Quanto ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) não vou perder muito tempo porque o PEC mais parece um PID - Programa de Instabilidade e Desemprego", ironizou.

O candidato afirmou que é necessária uma "aposta no turismo e nas indústrias não poluentes", referindo-se ao emprego como um "grande problema".

As propostas de Castanheira Barros nesta área são "incrementar o auto-emprego" e "apostar no emprego na função pública".

Defensor de um "capitalismo solidário, de rosto humano", o advogado de Coimbra considera que "o PSD tem futuro risonho".

"Eu proponho a criação de um senado no nosso partido que seja composto por todas as gerações", avançou.

Para o candidato, "a crise é uma ficção, não existe, é uma arma dos políticos medíocres".

Castanheira Barros foi o último dos quatro nomes a apresentar candidatura à liderança do PSD, juntando-se assim a Pedro Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel na corrida à presidência laranja, decidida nas directas de 26 de março.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: estela silva/lusa
«A crise é uma ficção, não existe» | © estela silva/lusa

7 comentários

  • Concordo.
    Tudo foi forjado, veja-se pelos lucros da banca e outras empresas.
    Mantêm-se iguais.
    Os gestores e politicos continuam a manter tudo.
    Por isso a crise não existe.
    Inventaram a crise para a classe média e baixa.
    joao | 14.03.2010 | 21.10Hdenunciar comentário
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  • Estes 4 manganões, preparam-se para encher os bolsos.
    ZÉ Povo | 14.03.2010 | 16.21Hdenunciar comentário
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  • Isto só mostra cada vez mais de que os políticos que temos andam cada vez mais afastados da realidade, e já a alucinarem! A profissão de político tem de começar a deixar de existir. Para o poder, homens com passado de reconhecido mérito e que tenham pelo menos um doutoramento numa universidade séria, pelo menos.
    DASSE | 14.03.2010 | 10.26Hdenunciar comentário
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  • Considerou muito mal...Que vá até aoVale-do-Ave e verifique as dezenas de Empresas Texteis e outras sem niguém e às moscas e que outrora davam trabalho a milhares de operários além de serem escolas ao mesmo tempo. Quando virá uma qualqer TV fazer uma REPORTAGEM sobre este "cemitério" de Secções e secções abandonadas e a cair de podres...? Nestas milhares de trabalhadores lhes preenchiam as 24 horas em três Turnos...Um dos (assasinos...) foi o 25/4, pois as Colónias que eram o grande mercados dos nossos Texteis deixou de o ser...por isso... Tal como os Grandes
    4 | 14.03.2010 | 07.24Hdenunciar comentário
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  • Gostei da frase "a crise é uma ficção, não existe, é uma arma dos políticos medíocres", se recebesse o ordenado que a maior parte do povo recebe, onde nem para viver dá... sobreviver e mal, se calhar não falariam assim, porque não é uma arma dos políticos, mas uma realidade do povo... quanto ao criar mais empregos na função pública, para quê? Já há tantos funcionários com imensas regalias, que isso sabem pedir, mas o entanto a desempenhar as funções... basta ir por exemplo às finanças... já que estamos em época de por o IRS, entre outras instituições estaduais. O problema é que os deputados não têm consciência do que está mal porque não são eles que se deslocam a resolver as coisas... mandam alguém
    rosa | 14.03.2010 | 03.23Hdenunciar comentário
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  • ...MAS NAO GANHOU NENHUM OSCAR...ATE O DOS EFEITOS ESPECIAIS ESCAPOU...
    ACIDO BORICO PALHETAS... | 13.03.2010 | 21.14Hdenunciar comentário
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  • Entendi o sentido, que é louvável! Mas, sem comentários...!!!!
    Zé barnabé | 13.03.2010 | 21.08Hdenunciar comentário
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