Passos Coelho diz a Jardim que sabe perdoar e que espera que ele também saiba
Esta declaração de Pedro Passos Coelho foi feita no final da sua intervenção no XXXII Congresso do PSD, em Mafra, e suscitou vaias por parte de alguns congressistas e gritos de «PSD, PSD» por parte de outros.
«Deixem-me, por favor, concluir, com uma palavra ao Alberto João Jardim», pediu Passos Coelho.
Em seguida, Passos Coelho lembrou que os dois se conhecem «há muitos anos» e que o presidente do Governo Regional da Madeira ainda lhe deve um almoço de uma aposta feita por altura das presidenciais de 1995, em que Jorge Sampaio derrotou Cavaco Silva.
Referiu também que pediu que transmitissem a Jardim e ao presidente da Câmara Municipal do Funchal as suas «sentidas condolências pela tragédia que aconteceu na Madeira».
«E deixe-me dizer-lhe, Alberto João Jardim, que se há muito tempo, demasiado, nos andamos a desentender…», prosseguiu sendo nesta altura interrompido por algum ruído que estas suas palavras geraram na sala.
«Não se importam que eu diga isto. Se há muito nos andamos a desentender, deixe-me dizer-lhe: Não é só o senhor que sabe perdoar ao engenheiro Sócrates, eu também sei perdoar e também espero que saiba perdoar», completou.
Reagindo às vaias que se ouviram nesta altura, Passos Coelho disse: «Eu sei, eu sei que algumas pessoas, pelos vistos, talvez gostassem de ver aqui um espetáculo que, creio, ninguém quer dar. Nunca irei por esse lado. Nunca irei por esse caminho».
A seguir a esta intervenção de Passos Coelho, Alberto João Jardim foi sentar-se ao lado do candidato a presidente do PSD Paulo Rangel.




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