Paulo Rangel acusa governo socialista de ter construído uma sociedade hipotecada
“Este governo socialista já faz concessões a 70 anos como é o caso das estradas. Isto quer dizer que vão ser os bisnetos dos portugueses que vão pagar as dívidas que o Governo socialista andou a contrair nestes 15 anos. Isto é realmente assustador, é uma perspetiva de uma sociedade penhorada, hipotecada. Estamos atolados nesta ideia de divida e de futuro comprometido”, disse.
Para o candidato à liderança do PSD, é também importante criar uma classe média forte e consolidada.
Paulo Rangel defende que atualmente a classe média “continua em declínio” e “em vias de cair do regime económico” e que cuja saída passa em “apostar nas pequenas e medias empresas retirando verbas às grandes obras públicas”.
“Cem quilómetros de auto-estrada hoje custam 1500 a 1600 milhões de euros, com isso nós podemos recuperar 30 mil edifícios, o que gera muito mais emprego e dinâmica na economia”, exemplifica.
Sob o lema, “Libertar o Futuro”, Paulo Rangel deixou ainda algumas propostas, adequadas aos Açores, entre as quais “repensar de forma global a agricultura” e lançou criticas ao CDS-PP por ter “uma visão oportunista das reclamações da Agricultura”.
“Cada vez que há uma intempérie ou falhas nos subsídios na Agricultura lá está o CDS-PP a pedir isto ou aquilo. Estas lutas dos agricultores são lutas justas mas quem olha para a agricultura desta maneira, para este queixume, não tem uma visão verdadeira da agricultura, tem uma visão oportunista das reivindicações e reclamações”, assinalou.
Na intervenção nos Açores, Paulo Rangel revelou ainda ter “uma visão muito amiga das autonomias regionais” assegurando que se deve “defender a progressão dinâmica e cuidadosa das autonomias, seja nas competências legislativas seja no domínio da feitura dos próprios estatutos”.
No entanto, o candidato social-democrata, diz que a defesa da discriminação positiva tendo em conta um território separado por nove ilhas, tem de se colocar estrategicamente em Portugal a partir da União Europeia.
“O país está numa situação financeira que por muito que queira auxiliar as Regiões autónomas vai ter dificuldades a médio prazo ou nesta década e portanto o que temos é de ter uma politica europeia para as Regiões Ultraperiféricas, temos de ir buscar à União Europeia a compensação que precisamos para descriminar positivamente os Açores”, defendeu.
Para Paulo Rangel faz sentido encontrar uma margem na diplomacia europeia para representar os interesses regionais à escala europeia resolvendo dois problemas “o alargamento da autonomia e na defesa dos Açores”.



