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defesa/Vasco Lourenço

"Não é desígnio do Estado português" trasladação dos restos mortais antigos combatentes

15 | 03 | 2010   08.34H

Em declarações à agência Lusa, Vasco Lourenço deplorou o que considera ser uma "exploração demagógica" em torno do assunto e defendeu que "o local mais próprio" para enterrar os antigos militares falecidos "é no local onde morreram em combate".

"Se houver familiares que façam muita questão de que os seus familiares lá mortos regressem não vejo nada em contrário. Não me parece é que seja um desígnio do Estado português fazer uma campanha para que regressem todos, principalmente quando se entra na demagogia", enfatizou.

"Não sou adepto dessa campanha que se tem feito à volta disso", sublinhou.

Manifestando a sua oposição relativamente à "exploração demagógica que muitas vezes se faz à volta desse assunto" - "principalmente porque se está a explorar demagogicamente e em termos públicos situações graves e dramáticas que se viveram", disse -, Vasco Lourenço defendeu "como militar" que "o local mais próprio" para enterrar um soldado "é onde ele morreu em combate".

Ao invés, prosseguiu, a aposta devia ser na garantia de sepultura digna para o ex-combatentes portugueses.

"O que eu acho que se deve pugnar é por que haja lá cemitérios em condições para quem acredita no culto dos mortos e se chegue a acordo com os novos países independentes para que possam ser tratados com decência", afirmou.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

8 comentários

  • A ideia da "preservação das memórias" nos locais dos combates é uma miserável afronta aos companheiros de armas dos mortos e abandonados em África. Para além da insegurança, os parcos recursos financeiros dos antigos combatentes não permitem a visita em "turismo das memórias". Logo, a única solução racional e dígna é transladar os restos mortais desses militares para as terras de origem. É mais dolorosa saber que as ossadas vão sendo profanadas e vandalizas do que realizar o sonho de muitas famílias que viram partir os "seus entes" e jamais os tiveram de volta. Haja vergonha! Cumpram-se os desígnos dos patriotas.
    Jorge Sousa | 24.03.2010 | 00.28Hdenunciar comentário
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  • As dificuldades em manter os "nossos" mortos em cemitérios nos antigos territórios é imparticável, já que é do conhecimento de muitos combatentes, que têm visitado aqueles locais, que nem as autoridades nem as populações garantem o seu recato. Tal como a Liga dos Combatentes, sabemos que têm sido profanadas muitas campas, sendo conhecidos outros desmandos que nos envergonham.
    Joaquim Coelho | 24.03.2010 | 00.18Hdenunciar comentário
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  • Já é bem conhecida a vergonhosa passagem deste senhor pela guerra colonial; oficial com funções de comando que recusa apoio a camaradas de armas na frente de combate não passa de medricas ou cobarde indígno do Exército Português.
    Os mortos abandonados em terras africanas só lá ficaram porque não tiveram comandantes com coragem para exigir o seu retorno à Pátria (entrega aos seus progenitores).
    Joaquim Coelho | 24.03.2010 | 00.13Hdenunciar comentário
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  • Absolutamente ridiculo a afirmaçäo de que
    "o local mais proprio para enterrar um soldado
    é onde ele morreu em combate". E para mais, basta ver o estado em que estäo as campas nos cemitérios nas ex-Colonias, pergunto, quem e como controlar a devida manutençäo desses locais, e os familiares para visitar os seus entes queridos ? Ou quer dizer, depois de morto é enterrar e ficar esquecido. Onde se viu tal cretinice da boca de individuos com dois dedos de testa. Deve ser o penacho que influencia a boa capacidade de fazer uso do intelecto.
    Emanuel Fronteira - ex-Alferes do SAM em Angola 65/67 | 22.03.2010 | 20.04Hdenunciar comentário
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  • É uma vergonha o que esse senhor diz, mas foi por causa de quem lá andou, sem culpa nem vocação, que estea srs subiram.
    Rocha | 21.03.2010 | 10.42Hdenunciar comentário
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  • Vasco Lourenço valoriza muito mal os sentimentos dos que viveram e vivem a perda dos seus.Que tenha opiniões, tem o seu direito. Mas que respeite os demais, sobretudo os que não pediram para participar na Guerra.
    O Estado os obrigou. Ao Estado cabe, pelo menos, a sua devolução.
    Quanto ao "cravo" que pretendia fosse incluído na nossa Bandeira de Portugal, bem podia ser guardado para a sua própria sepultura; sempre seria mais apropriado.
    Cravos...
    Santos Oliveira | 16.03.2010 | 15.54Hdenunciar comentário
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  • Nunca deveria ser deixado nenhum soldado para tras. Ha sempre alguem que se aproveita ou que discorde daquilo que se faz,mas como antigo comantente em mocambique acho que se deveria trazer todos aqueles que a familia quizesse junto de si mesmo mortos.
    Orlando Maia | 15.03.2010 | 22.31H
  • Portugal está cheio de iluminados...
    Rick | 15.03.2010 | 14.29H
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