"Não é desígnio do Estado português" trasladação dos restos mortais antigos combatentes
Em declarações à agência Lusa, Vasco Lourenço deplorou o que considera ser uma "exploração demagógica" em torno do assunto e defendeu que "o local mais próprio" para enterrar os antigos militares falecidos "é no local onde morreram em combate".
"Se houver familiares que façam muita questão de que os seus familiares lá mortos regressem não vejo nada em contrário. Não me parece é que seja um desígnio do Estado português fazer uma campanha para que regressem todos, principalmente quando se entra na demagogia", enfatizou.
"Não sou adepto dessa campanha que se tem feito à volta disso", sublinhou.
Manifestando a sua oposição relativamente à "exploração demagógica que muitas vezes se faz à volta desse assunto" - "principalmente porque se está a explorar demagogicamente e em termos públicos situações graves e dramáticas que se viveram", disse -, Vasco Lourenço defendeu "como militar" que "o local mais próprio" para enterrar um soldado "é onde ele morreu em combate".
Ao invés, prosseguiu, a aposta devia ser na garantia de sepultura digna para o ex-combatentes portugueses.
"O que eu acho que se deve pugnar é por que haja lá cemitérios em condições para quem acredita no culto dos mortos e se chegue a acordo com os novos países independentes para que possam ser tratados com decência", afirmou.






8 comentários
Os mortos abandonados em terras africanas só lá ficaram porque não tiveram comandantes com coragem para exigir o seu retorno à Pátria (entrega aos seus progenitores).
"o local mais proprio para enterrar um soldado
é onde ele morreu em combate". E para mais, basta ver o estado em que estäo as campas nos cemitérios nas ex-Colonias, pergunto, quem e como controlar a devida manutençäo desses locais, e os familiares para visitar os seus entes queridos ? Ou quer dizer, depois de morto é enterrar e ficar esquecido. Onde se viu tal cretinice da boca de individuos com dois dedos de testa. Deve ser o penacho que influencia a boa capacidade de fazer uso do intelecto.
O Estado os obrigou. Ao Estado cabe, pelo menos, a sua devolução.
Quanto ao "cravo" que pretendia fosse incluído na nossa Bandeira de Portugal, bem podia ser guardado para a sua própria sepultura; sempre seria mais apropriado.
Cravos...