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cuba

Dissidentes comemoram "primavera negra" em clima de tensão

16 | 03 | 2010   09.37H

A "primavera negra", uma vaga de 75 detenções em Março de 2003, será comemorada este ano ao longo de uma semana.

O primeiro acto foi um desfile de cerca de meia centena de mulheres vestidas de branco - mulheres, irmãs ou mães de presos políticos - no centro de Havana, entre a casa de uma delas e uma igreja nas proximidades.

Durante a caminhada, pararam uma única vez para gritar "Viva Zapata!", o preso político Orlando Zapata, 42 anos, que morreu a 23 de Fevereiro no seguimento de uma greve de fome de dois meses e meio.

No desfile participou a mãe de Zapata, Reina Luisa Tamayo, que reclamou a "exumação do cadáver" do filho, sepultado na cidade de Banes, para proceder a uma autópsia independente.

Hoje, "as mulheres de branco" homenageiam o jornalista Guillermo Farinas, 48 anos, hospitalizado desde quinta feira na unidade de cuidados intensivos do hospital de Santa Clara, após 15 dias de greve de fome e de sede para reclamar a libertação de 26 presos políticos doentes.

O governo de Raul Castro nega a detenção de presos políticos (num total de 200 segundo os dissidentes), alegando que são "mercenários" a soldo dos Estados Unidos, que desde há 48 anos impõem um embargo a Cuba.

A detenção de 75 opositores em Março de 2003, 53 dos quais continuam presos, esteve na origem da suspensão durante conco anos da cooperação com a União Europeia.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • ainda existem presos politico em cuba ? entao mas os comunistas portugueses dizem que nao !
    CHEira mal | 16.03.2010 | 12.06Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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