Placa no edifício da ex-PIDE muda de sítio depois de protestos
A placa tinha sido retirada para que decorressem as obras de recuperação do edifício, que foi transformado num condomínio de luxo, e acabou por ser reposta pelo promotor na fachada, mas em local "envergonhado e de pouca visibilidade", segundo o movimento.
"Noutros países honra-se a memória dos que lutaram pela Liberdade, os seus nomes tornam-se nomes de ruas, antigas prisões e sedes das polícias políticas são mantidas como museus", lembra o movimento 'Não Apaguem a Memória' (NAM) na carta de enviada ao presidente e vereadores da Câmara de Lisboa.
Na missiva, o NAM solicitava ainda a intervenção da autarquia para que a placa com os nomes de Fernando Gesteira, José Barrento, Fernando Barreiros dos Reis e José Guilherme Arruda voltasse para local mais visível, uma vez que acabava por ficar escondida pelos automóveis que param junto ao edifício.
"Tivemos um encontro com a vereadora da Cultura e já há acordo com o promotor para que a placa seja recolocada em local mais alto", disse à Lusa Raimundo Narciso, do NAM.
O responsável afirmou ainda que, além da placa, a autarquia está a estudar "a melhor forma de sinalizar na rua que era a sede da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado)" assim como a criação de um memorial na zona.
Para o NAM, além dos mortos pela Liberdade no dia 25 de abril de 1974, a placa assinala a memória "de todos aqueles que, "no mesmo local e ao longo de anos, enfrentaram a prisão e a tortura, armados apenas pela força das suas convicções".






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