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Os dois escalões mais baixos ficam fora da limitação das deduções do IRS

16 | 03 | 2010   11.23H

"Em boa verdade, nos níveis de rendimento colectável mais baixo, mesmo do terceiro escalão, praticamente não serão afetados", disse Fernando Teixeira dos Santos à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.

O ministro precisou que "a partir de uma zona intermédia desse terceiro escalão é que [os contribuintes] poderão começar a sentir os efeitos dessa medida, não nos rendimentos mais baixos ou encostados à parte inferior desse escalão".

O Governo pretende introduzir uma limitação das deduções à coleta de IRS em função do rendimento coletável, criando uma diferenciação até agora inexistente, da qual ficam excluídos apenas os dois primeiros escalões do IRS.

"As deduções à coleta do IRS possuem atualmente um valor semelhante para todos os contribuintes, independentemente do escalão de rendimentos em que estejam enquadrados", realçou o Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), entregue na segunda feira na Assembleia da República, mas, caso a proposta avance, "o valor global das deduções à coleta será diferenciado tendo em consideração o rendimento coletável dos contribuintes".

Para tal, "estabelecem-se limites (correspondentes a uma percentagem do rendimento coletável) para cada um dos escalões de rendimentos. Excluídos desta regra transversal de limitação, ficam os dois primeiros escalões do IRS, as deduções à coleta personalizantes (relativas aos contribuintes, dependentes e ascendentes) previstas no artigo 79.º do Código, e bem assim, as relativas às pessoas com deficiência".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: 123RF
Os dois escalões mais baixos ficam fora da limitação das deduções do IRS | © 123RF

3 comentários

  • Estamos feitos ! Já não chegava este trêta do PEC e para agravar, vem a trêta da rolha 60 . . . !
    alexandre barreira | 16.03.2010 | 14.49Hdenunciar comentário
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  • Primeiro aprovem depois vem a dolorosa, é o hábito de todos os governos. PORTUGUESES mesmo os ricos da Assembleia Nacional vejam aonde metem os pés que as mentiras deste governo já apregoa além fronteiras que se correr mal é culpa desses senhores que vendem a alma pelo tacho.
    barbarrussa | 16.03.2010 | 12.57Hdenunciar comentário
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  • Surge Janeiro frio e pardacento,
    Descem da serra os lobos ao povoado;
    Assentam-se os fantoches em São Bento
    E o Decreto da fome é publicado.
    Edita-se a novela do Orçamento;
    Cresce a miséria ao povo amordaçado;
    Mas os biltres do novo parlamento
    Usufruem seis contos de ordenado.
    E enquanto à fome o povo se estiola,
    Certo santo pupilo de Loyola,
    Mistura de judeu e de vilão,
    Também faz o pequeno sacrifício De trinta contos só! por seu ofício
    Receber, a bem dele... e da nação.
    JOSÉ RÉGIO
    Soneto (quase inédito), escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.
    Josué Faria | 16.03.2010 | 12.25Hdenunciar comentário
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