Luanda vai pedir excepção à OPEP para aumentar produção de petróleo
Botelho de Vasconcelos fez estas declarações antes de partir para a capital austríaca, onde vai participar na reunião da OPEP.
O ministro já havia afirmado que Angola quer obter permissão para produzir acima das quotas da OPEP, atualmente nos 1,65 milhões de barris/dia, aquando da reunião anual de Luanda, em dezembro último, no momento em que Luanda passou a presidência rotativa para o Equador.
Na mesma ocasião, Botelho de Vasconcelos admitiu que Angola estava a produzir acima da quota imposta e voltou hoje a admitir que a produção atual está nos 1,75 milhões de barris/dia, mantendo-se a mesma justificação: a necessidade de manter em ritmo acelerado o programa de reconstrução do país, saído em 2002 de uma longa guerra.
Mas o ministro angolano disse ainda que não espera que desta reunião de Viena saia qualquer alteração às quotas que foram definidas aquando da crise, especialmente em meados de 2009, que levou a uma acentuada quebra do preço do crude nos mercados internacionais, que esteve nos 147 dólares no verão de 2008 e bateu nos 30 no início de 2009.
Os 12 países que compõem o cartel deverão, segundo Botelho de Vasconcelos, manter a quota imposta em 2008, mas o ministro angolano entende que assim não deveria ser por forma a que “alguns países” com capacidade de aumentar a produção o pudessem fazer defendendo-se nas necessidades especiais, como o impacto da crise nos investimentos ligados a processos de reconstrução.
Angola integra a OPEP desde 2007 e um ano depois ultrapassou a Nigéria como o maior produtor da África subsaariana, com uma capacidade de extração de dois milhões de barris/dia, como o próprio ministro informou na altura da imposição das quotas.






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