Associação Pais Para Sempre

Pais cada vez mais responsáveis pelos filhos após divórcio

19 | 03 | 2010   09.30H

"Se até agora os pais se demitiam, porque era mais fácil não ter crianças, não ter a responsabilidade de cuidar deles, hoje em dia isso acontece cada vez menos", disse à agência Lusa o presidente da Associação Pais Para Sempre, João Mouta, a propósito do Dia do Pai, que hoje se celebra.

Se na maioria dos divórcios, os cuidados das crianças ainda são atribuídos às mães, João Mouta afirmou que Portugal está "num processo de mudança" e a tutela parental unicamente às mães já acontece com menos frequência.

"Cada vez menos os pais se afastam do seu papel de progenitor", sustentou, destacando os aspetos positivos para as crianças quando ambos são responsáveis e participantes.

Ambos devem ter um regime de visitas "tão extenso quanto possível" e tomarem em conjunto as decisões importantes para a vida dos filhos, como educação, saúde e religião, adiantou.

A Associação Pais Para Sempre tem realizado, no último ano, ações de sensibilização e seminários nas escolas junto dos jovens para os alertar para necessidade em se manter o poder parental conjunto, em caso de divórcio.

João Mouta adiantou que uma das missões da associação é contribuir para a mudança de mentalidades e que o pai mantenha uma relação "viva com os filhos", tal e qual como a mãe.

Constituída por homens e mulheres, a Associação Pais Para Sempre é uma Organização Não Governamental que tem como objetivo a defesa dos filhos dos pais separados.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

5 comentários

  • É sempre extrema´mente difícil avaliar uma situação parental porque cada situação é certamente diferente de todas as outras.
    É sim um problema social global com grandes implicações sociais. Quantos Pais e Mães o sabem ser? por mim mesmo falo, e me interrogo pessoalmente se sempre terei sido um bom pai. Como ser um bom pai transmitindo todos os Valores que infelizmente se vão perdendo na Sociedade actual perante situações tão complexas e dificeís como a Alienação parental. Quando os filhos são "raptados" para 400 km de disttancia? como ultrapassar esta dificuldade?
    4 x pai | 03.11.2010 | 19.09Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Porque é que tem que haver consentimento para existir guarda conjunta? e nessa lógica porque é que é a mãe que se entende a mais apta para a guarda única da criança? não existe nenhuma lei natural que assim o determine, apenas cultura e ideológica. Logo, a mudança veio para ficar e as mulheres/mães têm é que aprender a partilhar, visto que nunca lhes ensinaram isso,pois a geração anterior apenas transmitiu um modelo de desempenho de papel social de género. Hoje a regra é e tem que ser a diversidade e a igualdade!
    Igualdade Parental | 07.05.2010 | 10.52Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • pois..é tudo muito lindo na teoria..mas apenas quem passa por elas sabe dar o valor..estou divorciada a 6 anos..o pai tentou a guarda mista mas foi-me concedida a guarda total da minha filha e o pai apenas teria direito a estar com a filha 1 fim-de-semana de 15 em 15 dias..mas a pedido dele ao qual eu acedi pois sempre quis levar as coisas ao bem porque os filhos não pagam pelos erros dos pais eu consenti que ele estivesse com a filha em todas as suas folgas e poderia vê-la sempre que quisesse desde que avisasse com antecedência..foi estipulada uma pensão de alimentos e até aí tudo muito bem...ao fim de meio ano aconteceu que o pai deixou de querer estar com a filha assim como de cumprir com a parte da pensão que lhe cabia a ele..ando à seis anos nisto meus amigos..por duas vezes pus penhora sobre ele a qual a empresa teima em não cumprir..e agora mais um processo para obriga-lo a pagar metade de todas as despesas medicas e escolares que ele se recusou a fazer..agora digam-me la se tivesse sido concedida a guarda mista?posso dizer que casos como o meu ha muitos..e que infelizmente que ainda ha pais que pensam que os filhos foram feitos apenas pela mãe..
    agora vejam como anda a justiça neste país e ainda vocês concordam com guarda mista..pelo amor de Deus..
    raquel silva | 06.04.2010 | 20.56Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Concordo que a mentalidade está a mudar e ainda bem para as crianças, mas não deixo de olhar esta nova realidade com algumas reservas, uma vez que considero que a guarda conjunta só funcionará a longo prazo se os pais se entenderem minimamente e quando colocarem verdadeiramente os interesses dos menores acima dos seus próprios interesses, o que nem sempre acontece. A formação parental e o apelo às consciências será o mais importante numa primeira fase. Parabéns à Associação Pais Para Sempre pelo esforço empreendido nesta área.
    FÓRUM DIVÓRCIO (Adm.) | 24.03.2010 | 19.59Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Isso é verdade e a prová-lo está a o facto de ter custódia partilhada com tempo partilhado. Até à data tem corrido bem, a criança adaptou-se porque desde os 6 meses que ora vai para o pai, ora para mãe. Sou frequentemente olhada de lado por ter consentido esta modalidade mas sinto que é o melhor para a criança. Nestes casos, tem de se pensar nas crianças e não em nós, na nossa vontade. Embora os pais se tenham separado um do outro, não se separaram dos filhos!
    Uma mãe | 19.03.2010 | 13.36Hver comentário denunciado
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE