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PS/Porto

Candidato José Luís Carneiro defende referendo sobre regionalização após presidenciais

12 | 04 | 2010   21.31H

“O referendo deve ser realizado logo após as eleições presidenciais”, afirmou o também presidente da Câmara Municipal de Baião, no final da apresentação do seu livro, "Horizontes - Reflexões Políticas", que decorreu esta tarde no Ateneu Comercial do Porto e que contou com a presença de vários deputados e militantes socialistas.

Luís Carneiro defende que a “regionalização deve ser concretizada o mais rapidamente possível”, a fim de “libertar algumas das responsabilidades” do Estado, que assim se pode “concentrar nas instâncias internacionais”.

“Enquanto alguns veem na regionalização um problema, na medida em que estamos a viver uma crise económica e financeira, eu vejo uma nova forma de organização do Estado para fazer face a essa crise”, salientou o autarca.

Com o seu livro, José Luís Carneiro pretende “dar um contributo para alguns dos temas que devem preocupar o país", nomeadamente para "a forma como Portugal se deve inserir na vida internacional e como é que se pode e deve organizar internamente”.

Dos vários temas que apresenta no livro e que correspondem a um compêndio de textos de investigação académica e artigos publicados em jornais, destacou, em primeiro lugar, “a globalização e a forma como Portugal pode interagir nessa nova vida económica e social internacional”.

“Em segundo lugar, a regionalização e o reforço dos poderes das autarquias locais como forma de o Estado poder participar nessa vida internacional de modo a defender os interesses estratégicos do país, e também à forma com Portugal pode e deve ter uma participação mais activa no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, uma vez que é um espaço privilegiado da relação de Portugal com África, mas também com outras regiões do mundo, como a América Latina e a própria Ásia”, salientou.

Das “tarefas” de que o Estado poderia prescindir, frisou "a saúde, a educação, a ação social, o emprego e a qualificação profissional”, por serem áreas em que as autarquias poderiam “dar um contributo para que o próprio Estado se pudesse concentrar nas instâncias internacionais”.

“Os conceitos [essenciais ao desenvolvimento humano] são definidos nas instâncias comunitárias e muitos na ONU. Se é lá que se definem os conceitos, é lá que o Estado deve participar mais ativamente”, defendeu.

José Luís Carneiro disse ainda ter “um outro trabalho” a publicar, sobre “experiência autárquica e políticas locais”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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