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linha da frente

Mika mostrou-nos o backstage, conquistou o Campo Pequeno e anunciou data no Sudoeste

12 | 05 | 2010   22.18H

A visita pelos bastidores

Da janela viam-se 12 camiões e a curiosidade falou mais alto. O Destak quis saber o que envolvia 12 camiões e um espectáculo em nome próprio. E o Mika, levou-nos pelos bastidores, para percebermos.

Vimos a mãe do artista, vimos a família a jantar e vimos alguns amigos. «Todos trabalham no meu espectáculo, criámos tudo, nós mesmos. Fazemos isto há tantos anos que para mim já é natural», confessa Mika, que se iniciou na arte dos espectáculos aos 12 anos. «Temos também voluntários, que escolhemos entre os fãs, e temos os nossos chefs que cozinham onde quer que vamos».

Vimos inúmeros adereços, um boneco que representava o Mika morto, um esqueleto, as páginas do caderno gigante que – explicou o artista – sobem para o palco consoante a música. Subimos ao palco, estivemos na estrutura e descobrimos alçapões, que iam dar origem a vários truques. Por cima, planetas e estrelas. «A ideia é um bocado inspirada no principezinho, é como se eu tivesse morrido e estivesse perdido no espaço», esclareceu-nos. Vimos projectores, luzes, colunas. «Tudo isto vem connosco à volta do mundo, daí todos estes camiões», remata Mika, feliz por tudo o que construiu. Ás vezes vale a pena deixar a curiosidade falar mais alto...

A conquista do público

Tudo o que vimos nos bastidores fez sentido, depois de ver o concerto. Foi vestido de astronauta que Mika, pendurado do ar, aterrou literalmente no palco do Campo Pequeno, que estava praticamente esgotado para assistir ao primeiro espectáculo em nome próprio, em Portugal. E foi um espectáculo, no amplo sentido do termo. Teve direito a manifestações teatrais (em que a banda também participou), árias de ópera, marionetas gigantes, encenações, cartoons e projecções, a completar da melhor forma os êxitos incontornáveis de The Boy Who Knew Too Much e do álbum de estreia Life In Cartoon Motion. Além dos temas obrigatórios dos dois álbuns, o artista foi alternando saltos e correrias, com deslizes pela rampa e tranquilidade ao piano, agudos com graves, teatro com música, momentos de total êxtase e felicidade com outros mais melancólicos e tétricos (que incluiu o assassinato da banda e o seu suicídio!).

Para cada tema tinha qualquer coisa na manga, encarnava um personagem, envergava um adereço ou produzia todo um cenário. Uma parte do espectáculo foi baseada no dia dos mortos do México, noutra parte (em "Big Girl") umas pernas gigantes insuflaram pelo palco, e em "Touches You" apareceu uma cabeça de dragão. Mika comprovou que é um artista completo, da voz ao piano, passando pela dança e pela criatividade.

O regresso prometido

Foi sempre com muita energia e algum humor, que Mika se dirigia ao público. Depois de pedir desculpa pelo seu português, teve o cuidado de traduzir tudo o que dizia do inglês, para a nossa língua. E foi numa mistura anglo-portuguesa, que comunicou que este era o último concerto da digressão, e que começa agora a época de festivais. Portugal não vai ficar esquecido e Mika prometeu voltar: anunciou um concerto a 7 Agosto, no Sudoeste. Até lá!

Alinhamento

Relax (Take ir Easy)

Big Girl (You are Beautiful)

Stuck in the Midle

Dr John

Blue Eyes

Any Other World

Good Gone Girl

Billy Brown

Touches You

Over My Shoulder

Rain

Blame it on the Girls

Happy Ending

Love Today

We Are Golden

Encore

Toy Boy

Grace Kelly

Lollipop

Kick Ass

Filipa Estrela | festrela@destak.pt
Foto: DR
Mika mostrou-nos o backstage, conquistou o Campo Pequeno e anunciou data no Sudoeste | © DR

1 comentário

  • 11.04.2016 | 18.14Hcomentário reprovado
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