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Crise/Medidas

Risco da dívida portuguesa é o que mais cai entre os países do euro

13 | 05 | 2010   11.20H

Os 'Credit Default Swaps' associados aos títulos de dívida portugueses a cinco anos caíam já 27,9 pontos base, relativamente ao fecho de quarta feira, situando-se nos 164,5 pontos base.

Assim, de acordo com os dados da CMA Datavision, para segurar dívida pública portuguesa com maturidade a cinco anos no valor de 10 milhões de euros, os investidores teriam de pagar um seguro anual a rondar os 164,5 mil euros.

O custo dos CDS associados à dívida pública portuguesa chegou a superar os 400 pontos base nas últimas semanas.

O risco de Portugal é mesmo o que maior descida verifica e está já muito perto da Irlanda e mesmo da Espanha.

Os 'Credit Default Swaps' associados à divida da Irlanda (também a cinco anos) situam-se nos 160 pontos base (menos 1,1 pontos base face ao fecho anterior), os da Espanha situam-se nos 143,7 pontos base (menos 1,5 pontos base) enquanto que os seguros ligados à dívida grega caem 0,7 pontos base, para os 498,7 pontos base.

O preço do seguro contra incumprimento associado à dívida grega esteve mesmo acima de 900 pontos base antes de avançar a decisão relativa ao apoio do Eurogrupo e do Fundo Monetário Internacional ao país.

A evolução dos CDS, ligados à dívida portuguesa, reduzem um dia depois de serem conhecidas algumas das propostas do Governo para reduzir mais o défice que o previsto.

O Governo deverá hoje anunciar um conjunto de medidas para acelerar a redução do défice e responder à pressão dos mercados internacionais. Entre as medidas que estão a ser negociadas com o PSD estão o aumento do IVA num ponto percentual nos três escalões, a subida do IRC em dois ou mais pontos percentuais, a redução de cinco por cento nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras, para além de uma subida do IRS de 1 por cento para quem receba até cinco salários mínimos (2.375 euros por mês) ou de 1,5 por cento para quem receba acima desse valor. Com estas medidas, o Executivo espera receber este ano cerca de 1.700 milhões de euros, o suficiente para que o défice das contas públicas possa chegar ao final de 2010 nos 7,3 por cento.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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