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Crise/Medidas

Aumento do IVA agrava injustiça na venda de música

13 | 05 | 2010   14.14H

"É uma má notícia em cima de outra que já conhecíamos, ou seja, os discos estão a ser discriminados por via da legislação europeia face a outros produtos culturais", disse Eduardo Simões.

E deu exemplos: um livro paga cinco por cento de IVA e um álbum de música paga a taxa normal de 20 por cento.

"Se passa para 21 por cento é um agravamento de uma situação já de si injusta", disse.

Para Eduardo Simões, a questão da pirataria não é pelo IVA que se resolve, pelo que o agravamento do imposto irá prejudicar sobretudo quem compra música, um grupo consumidor que no seu entender se está a tornar cada vez mais reduzido.

O Governo deverá hoje anunciar um conjunto de medidas para acelerar a redução do défice e responder à pressão dos mercados internacionais.

Entre as medidas a ser negociadas com o PSD estão o aumento de um por cento do IVA nos três escalões, a subida do IRC em dois ou mais pontos percentuais e a redução de cinco por cento nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras.

Está prevista ainda uma subida do IRS de um por cento para quem receba até cinco salários mínimos (2375 euros por mês) ou de 1,5 por cento para quem receba acima desse valor.

Com estas medidas, o executivo espera receber este ano cerca de 1700 milhões de euros, o suficiente para que o défice das contas públicas possa baixar para 7,3 por cento até ao final deste ano.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Olhem,vão tocar para outro lado,que eu já estou farto de tanta música,que só me para partir os pratos todos.
    fo-dão---se | 14.05.2010 | 00.05Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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