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Crise/Medidas

Decisões são fundamentais para "um futuro seguro de Portugal" - Igreja

13 | 05 | 2010   14.56H

Em declarações à agência Lusa, à saída das cerimónias religiosas de 13 de Maio em Fátima, Carlos Azevedo disse que as medidas “já eram previsíveis há muito tempo”, considerando que agora “têm um enquadramento que talvez ajude quem as tomou a serem acolhidas”.

“As medidas de austeridade e de simplicidade de vida são medidas que nós há muito tempo dizíamos que eram precisas”, realçou.

O Governo deverá hoje anunciar medidas para reduzir o défice e responder à pressão dos mercados internacionais, prevendo um aumento do IVA e uma subida do IRS. Com estas medidas, o Executivo espera baixar o défice das contas públicas para os 7,3 por cento.

O anúncio das medidas coincide com a presença de Bento XVI em Portugal, mas o bispo minimizou essa circunstância: “se a presença do papa deu coragem para as tomar, que o povo português saiba acolhê-las e que todos se sintam responsáveis”.

“Eu considero que se há preparação espiritual para estas medidas, esta [a visita do papa] seria a melhor preparação espiritual”, frisou.

Na sua opinião, “todos os portugueses são chamados a ser responsáveis nesta hora e nós na história temos dado provas de que não temos medo das crises, nem dos momentos difíceis, mas sabemos encará-los”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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