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UE/América Latina

Desafio da aviação civil é criar sistema regulatório "cada vez mais global"

26 | 05 | 2010   09.36H

“É necessário harmonizar melhor a atuação comum, otimizar o funcionamento das diferentes organizações aos vários níveis, para dar uma resposta mais eficiente e mais segura em situações de crise”, declarou Luís Fonseca de Almeida, que também preside ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) em Portugal.

Fonseca de Almeida afirmou que a Europa e o mundo devem estar preparados para dar respostas mais rápidas às crises, ao lembrar as cinzas do vulcão islandês que paralisaram o espaço aéreo europeu gerando um prejuízo de 2,5 mil milhões de euros.

“Este foi um exemplo de que nem tudo está completamente afinado. Reconhecemos que esta experiência deve ser aproveitada para refletir e melhorar o sistema”, acrescentou.

O presidente da ECAC defendeu ainda um sistema regulatório global com “características abrangentes”, que façam com que, a nível de todos os mercados, “as regras sejam as mesmas em termos de concorrência e de acesso ao mercado”.

E neste sentido “passos significativos” estão a ser dados para remover as barreiras e implementar o “céu único europeu”, frisou.

“É preciso integrar o espaço aéreo, de modo que possa funcionar como um céu único e, com isso, facilitar a atividade da aviação civil, diminuir custos e eliminar um conjunto de barreiras que existem em termos de gestão do espaço aéreo”, especificou.

Para Fonseca de Almeida, a América Latina representa um mercado em potencial, principalmente o Brasil. “Só o Brasil tem 200 milhões de habitantes e, neste momento, temos alguns milhões de passageiros a voar entre o Brasil e a Europa. Isto é muito pouco relativamente ao potencial que o Brasil e outros mercados da América Latina têm”, argumentou.

Esta é primeira cimeira UE-América Latina sobre aviação civil, e decorre até hoje no Rio de Janeiro.

O encontro de alto nível visa adotar novas medidas para as relações aéreas entre os dois blocos e facilitar os intercâmbios comerciais, além de reforçar futuras iniciativas de cooperação.

“Essencialmente, estamos a falar em cooperação económica, mas também na área de segurança operacional e em segurança da aviação civil contra atos ilícitos. Mas isto não será o suficiente, um dia teremos uma regulação seguramente muito mais uniforme e harmonizada”, acredita Fonseca de Almeida.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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