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Lisboa

CDS-PP afirma que plano de pormenor do Parque Mayer viola o PDM

29 | 06 | 2010   20.12H

A Câmara de Lisboa discute na quarta feira o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que inclui vários parques de estacionamento subterrâneos e até 1700 lugares de espetadores no Capitólio, no Teatro Variedades e num novo auditório.

Em declarações à agência Lusa, o vereador do CDS-PP, António Monteiro, afirmou que este plano de pormenor viola o PDM, porque “não respeita um conjunto de regras de capitação do estacionamento, isto é, do número de estacionamento que tem de existir quando se fazem equipamentos”, instituído no PDM.

“O PDM prevê uma determinada capitação para um equipamento, porque prevê que esse equipamento atraia automóveis. Neste plano do Parque Mayer, esses equipamentos são feitos levando a uma construção de estacionamento em número inferior àquele que deviam ser construídos”, explicou António Monteiro.

Segundo o vereador centrista, o Plano de Pormenor do Parque Mayer prevê a construção de dois estacionamentos com 200 lugares cada e um terceiro com 40 lugares.

“O que o PDM diz é que na zona onde se vão construir 40 lugares de estacionamento deviam estar 340, e nos dois estacionamentos onde a Câmara só quer construir 200 lugares, num deviam estar 540 lugares e no outro 375 lugares”, avançou António Monteiro.

O vereador centrista considera que “não se pode esquecer que a construção de serviços prevista é de 65 mil metros quadrados: segundo o PDM existem estas regras, a maioria [camarária] não quer este estacionamento todo, mas não revê o PDM”.

Para o CDS-PP o Plano de Pormenor do Parque Mayer viola o PDM noutro ponto: ao “permitir a construção de hotéis em logradouros”.

"Além do PDM, existe o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade, que não permite a construção em mais de 20 por cento dos logradouros, que servem para drenar águas e permitir a respiração dos edifícios. Estranhamos que este plano venha permitir por parte de hotéis a construção dos logradouros”, disse António Monteiro.

O CDS-PP criticou ainda “a mudança de filosofia” da Câmara de Lisboa: “Não quer a construção do Frank Gehry, quer fazer um jardim, mas ao mesmo tempo que faz o jardim permite que se construa nos logradouros”.

Desenvolvido a partir da proposta vencedora do concurso de ideias para o local, da autoria de Aires Mateus, o Plano de Pormenor do Parque Mayer, relativo também ao Jardim Botânico e zona envolvente, permite obras de alteração e reabilitação na zona habitacional histórica, inclusive em imóveis de valor patrimonial “elevado”, “relevante” ou “de referência”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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