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Leilão

Quase 500 lotes de moedas de ouro de Portugal e Brasil vão à praça na quarta-feira

29 | 06 | 2010   20.45H

O diretor da leiloeira Numisma, Javier Salgado, adiantou à agência Lusa que a peça mais valiosa que estará em leilão numa unidade hoteleira em Lisboa é um exemplar de uma moeda de ouro de 500 reais cunhada no reinado de D. Henrique, entre 1578 e 1580.

A base de licitação, explicou Javier Salgado, depende sobretudo “de quem põe a moeda à venda” e dos valores das transações anteriores a que esteve sujeita, levando a que nem sempre as peças mais raras sejam as mais caras que vão a leilão.

Exemplo disso é o exemplar de uma moeda de ouro São Vicente PO, um escudo ladeado por setas – alusivas à forma como foi morto este santo – e da qual são apenas conhecidos seis exemplares.

A moeda aparece referenciada no catálogo do leilão como “extremamente rara”, mas com uma base de licitação inferior aos 500 reais de D. Henrique, de apenas 33 mil euros.

Outro motivo de interesse destacado por Javier Salgado é uma moeda de 10 centavos de 1970, rara por ter sido cunhada neste ano, já que poucos “marcelinos”, como são conhecidas estas moedas, foram cunhados nesta época.

A peça vai à praça com um preço base de 15 mil euros, mas Javier Salgado acredita que o exemplar de São Vicente PO possa ser arrematado por 40 mil.

Já para os 500 reais de D. Henrique, o diretor da Numisma arrisca uma estimativa de 50 mil euros.

“A crise é muito grande e todos a temos sentido. Mas para as coisas raras e muito boas, a crise não é muito visível”, afirmou Javier Salgado, acrescentando que investidores e colecionadores não serão alheios à recente valorização do ouro no mercado internacional e não deixarão escapar a oportunidade.

O responsável referiu também o interesse manifestado “por uma dúzia de colecionadores brasileiros” numa parte dos lotes a leilão, referentes a moedas cunhadas no Brasil no período em que a coroa portuguesa se estabeleceu no país.

Javier Salgado considera muito provável que os dobrões de ouro dessa época sejam arrematados pelos colecionadores brasileiros, por ser um período que desperta muito interesse no Brasil.

Além disso, não são peças muito raras.

“Só quando são coisas muito raras, os [colecionadores ou investidores] portugueses não as deixam sair do país”, afirmou.

“Nos últimos anos, tenho sentido muito mais a cultura dos portugueses. Hoje, as pessoas têm uma noção exata do que estão a comprar. Estão a comprar história, cultura”, concluiu.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: António Cotrim/Lusa
Quase 500 lotes de moedas de ouro de Portugal e Brasil vão à praça na quarta-feira | © António Cotrim/Lusa

1 comentário

  • Isto é o começar a vender os aneis.
    Que mais esperamos deste País??
    O que é 50 mil euros??
    Nada!!
    Aí se vê a capacidade deste governos.
    Só querem dinheiro.
    Levem tudo!!
    joao | 30.06.2010 | 01.01Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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