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Autoeuropa

Principal desafio é trazer "novo produto"

03 | 08 | 2010   19.59H

“O novo diretor terá um grande desafio que é o alcance de novos produtos, essencialmente do quarto modelo ou, de preferência, o aumento de produção desta empresa para que atinja as 180 mil unidades, os três turnos, e com isso criando muito mais emprego de qualidade”, disse António Chora aos jornalistas, à margem da cerimónia oficial de apresentação do novo diretor geral da Autoeuropa, António Pires.

“Todos os diretores têm trazido um produto para a Autoeuropa, esperemos que o mesmo aconteça com António Pires”, disse o representante dos trabalhadores, acrescentando: “Esse será o principal triunfo e o principal desejo dos trabalhadores”.

A partir de 01 de setembro, António Melo Pires substitui Andreas Hinrichs nas funções de diretor geral e membro do Conselho de Gerência na Volkswagen Autoeuropa, uma mudança que se insere na política de mobilidade de quadros de direção que o grupo pratica nas suas unidades industriais.

Licenciado em Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico, António Melo Pires iniciou a carreira na Volkswagen em 1992 na fábrica de Palmela, onde trabalhou durante 11 anos, tendo saído para assumir a direção da Área de Prensas e Carroçarias na Volkswagen Navarra, em Espanha.

Em 2006, assumiu a direção da fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo, no Brasil, e em 2007 foi nomeado diretor da fábrica de Curitiba, no estado do Paraná, também no Brasil.

A fábrica da Volkswagen Autoeuropa em Palmela atingiu no primeiro semestre 47,6 por cento da produção a que se propôs este ano, que deverá marcar o regresso às 100.000 viaturas.

Segundo dados avançados à agência Lusa pelo Gabinete de Relações Públicas e Assuntos Governamentais da empresa, até junho saíram da fábrica portuguesa 47.572 automóveis dos quatro modelos ali produzidos: 26.252 VW Scirocco (Coupé), 15.783 VW Eos (Cabrio), 3.112 Seat Alhambra e 2.425 VW Sharan.

Inaugurada em 1995, num investimento total de 1.970 milhões de euros, a Autoeuropa tem uma capacidade instalada de 197.800 carros/ano, mas em 2009 a produção ficou-se pelas 86.008 viaturas.

O pico de produção da fábrica ocorreu entre 1996 e 2003, altura em que se manteve acima das 100.000 mil viaturas/ano, tendo chegado a atingir os 138.890 automóveis em 1998.

A fábrica de Palmela empregava 2.992 trabalhadores diretos no ano passado, a que se somavam mais 1.900 indiretos, mas já chegou a empregar mais de 4.000 trabalhadores em 1997 e 2000.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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