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1º dia Sudoeste TMN

Acabou o sossego: o Sudoeste já está a dar música!

06 | 08 | 2010   00.27H

Maria Gadú fez as honras à casa e abriu a 13ª edição do festival com o bom ritmo brasileiro. Ainda a meio gás, o recinto começava a compor-se e a preparar-se para uma grande noite que se adivinhava.

A ainda pouca multidão juntou-se para ouvir Richie Campbell, o jovem português da música Reggae. A saltar, a cantar e com muitas palmas, Ricardo Costa saiu do palco Sapo Positive Vibes com mais garra para o albúm que está a preparar com a lenda do Reggae, Ron Butler, ex-guitarrista dos Israel Vibration.

Rye Rye pôs o público do palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa a saltar. Bem ao estilo da cabeça de cartaz de hoje, M.I.A, a norte-americana «tirou o pé do chão» e deixou os presentes de água na boca e a chorarem por mais.

Os colombianos Bomba Estereo 'electrizaram' o palco principal ainda com o recinto pouco preenchido. Culpa, quiçá, dos horários tardios das actuações.

The Flaming Lips, entram em grande com cor e muita animação. Com confetis e com o laranja como pano de fundo, a banda de rock alternativo tocou temas do último albúm The Dark Side of The Moon mas também os hits mais conhecidos da carreira dos americanos.

M.I.A pode dizer-se que rebentou o palco. O ritmo contagiante deixou o público em êxtase e foram raros os que ficaram indiferentes à sonoridade da britânica. Quem não faltou, claramente, à festa foi o êxito Paper Planes um dos últimos temas que cantou. Entre o público e a cantora houve uma grande ligação: M.I.A andou em braços, desceu várias vezes o palco e chamou alguns festivaleiros para dançarem em palco.

Nas imediações do festival

A rodear o recinto do festival estão São Teotónio, Azenha do Mar e Casa Branca. As pacatas localidades ganham outra vida e são invadidas pelo vasto 'gang da pulseira branca e azul'. Esta é apenas uma das semelhanças entre os festivaleiros. A outra é a cor comum entre os carros que estacionam na herdade da Casa Branca: o 'castanho pó'.

Nos parques de estacionamento das bombas de gasolina, super e hipermercados é fácil distinguir que carros estão no festival. Mas o espírito é mesmo este: aproveitar ao máximo estes cinco dias nem que depois tenha que se passar uma eternidade de esfregão na mão. 

Inês Carranca | icarranca@destak.pt
Foto: Filipa Estrela
Acabou o sossego: o Sudoeste já está a dar música! | © Filipa Estrela
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