Tribunal lacra apartamento perigoso para saúde pública
Um dos moradores do prédio de sete andares disse à Lusa que o encerramento do apartamento não resolve o problema, dado que os problemas de higiene subsistem: “Lacraram a porta mas deixaram o mau cheiro, já que ninguém limpou a porcaria acumulada no apartamento.”
O apartamento foi encerrado por ordem judicial na sequência de um pedido da Bragahabit, que subsidiava o pagamento da renda ao inquilino.
A mesma fonte sublinhou que a habitação não tem água há três anos, mas o inquilino – agora despejado -, alegadamente com problemas de alcoolismo, continuou a morar no meio do lixo, sem quaisquer condições de higiene, sem casa de banho a funcionar e com os dejetos humanos acumulados em baldes.
A situação arrastou-se, apesar de os moradores dos 14 apartamentos se queixarem dos maus cheiros e do barulho até altas horas proveniente do 2.º esquerdo.
Os contornos do caso foram conhecidos há dias quando um indivíduo, que saia da fração, entornou um balde de fezes, empestando todo o prédio.
Os residentes viram-se então na contingência de abandonar as suas casas, por não aguentarem o mau cheiro.
Os vizinhos ainda chamaram os bombeiros, mas estes estavam ocupados com os incêndios, pelo que não lhes puderam valer, acabando, os mais corajosos, por terem de limpar a porcaria.
Os queixosos solicitaram a presença da PSP, mas os agentes tiveram de elaborar o auto na rua, por impossibilidade de acederem ao prédio devido ao forte “cheirete” proveniente das escadas.
A habitação foi cedida pela Bragahabit como apoio social, há seis anos, a uma família de baixos rendimentos, tendo a situação começado a agravar-se depois de o marido regressar de uma temporada no estrangeiro e se separar da mulher, que abandonou o prédio.
O mesmo morador garantiu à Lusa que a situação foi relatada à BragaHabit há seis meses, sem qualquer resultado.
Há três anos, a empresa municipal Agere acabou por cortar o fornecimento de água, por alegada falta de pagamento, e mais tarde foi também cortada a eletricidade, mas o inquilino continuou a viver lá.
A Lusa tentou contactar o vereador da Proteção Civil da Câmara de Braga, mas tal não foi possível até ao momento.





4 comentários