Logótipo XL |Automotor |Classificados |Correio da Manhã |Destak |Jornal de Negócios |Máxima |Record |Rotas & Destinos |Semana Informática
Incêndios

Falta organização e comando no combate aos incêndios florestais

12 | 08 | 2010   13.01H

Instado pela Lusa a explicar como funciona na prática o comando numa situação de incêndio após o alerta de fogo, Ricardo Ribeiro afirmou que “o bombeiro mais graduado da primeira corporação de bombeiros a chegar ao local é quem manda nas operações, é o Comandante das Operações de Socorro”.

Com a chegada de outras corporações de bombeiros ao teatro de operações o Comandante Operacional Municipal fica com a responsabilidade de comandar e coordenar os meios no terreno, em parceria com as estruturas da Protecção Civil distritais e nacionais. "Não existindo essa entidade o comando não funciona”, afirmou Ricardo Ribeiro.

O “Comandante Operacional Municipal é que tem a responsabilidade de coordenar no terreno as operações de socorro, em conjunto com as entidades regionais”. Uma vez que na maioria das autarquias “não existe comandante municipal, não há quem coordene os homens no terreno”, explicou o responsável da associação.

“Nos termos da lei, o responsável máximo da protecção civil no local do incidente, catástrofe ou situação de emergência, é o presidente da câmara que deverá ter nomeado o seu Comandante Operacional Municipal”, explicou.

"Em Portugal mais de 200 câmaras ainda não nomearam ninguém”, porque o “presidente da câmara não percebe de operações de socorro, nem tem de perceber”, desenvolveu o responsável da Asprocivil.

Numa “situação de incêndio, a estrutura de comando municipal de protecção civil não funciona, apesar de a calamidade ocorrer no próprio município”, acrescentou.

No caso das declarações proferidas pelo vice presidente da câmara de São Pedro do Sul, Adriano Azevedo, contra os militares do Exército, em que foram acusados de não trabalharem, Ricardo Ribeiro afirmou que o autarca “estava a empurrar a responsabilidade da própria câmara para outras estruturas”.

A Lusa contatou o vice presidente da câmara de São Pedro do Sul, que explicou que se dirigiu aos comandantes da Autoridade Nacional de Protecção Civil e que estes “não aceitaram sugestões ou conselhos de ninguém”.

“Os militares estavam parados sem fazer nada porque ninguém lhes disse nada, ninguém lhes deu orientações ou ordens para fazer o quer que seja”, reforçou o vice presidente.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE