Jovens europeus acreditam que "misturar e conhecer" culturas é o primeiro passo para integração
Comentando o programa francês de repatriamento de ciganos búlgaros e romenos, os jovens defenderam que na luta contra a discriminação as armas devem ser as palavras.
Para Pedro Aguilera, 24 anos, actor espanhol e participante no encontro “Jovens Energias Contra a Discriminação”, esta é “uma situação muito triste”.
“Fala-se muito da Europa e da inexistência de fronteiras. Não creio que, de facto, a terra seja de alguém. E admito que haja grupos de ciganos, como outros grupos de não ciganos, com problemas. Mas assinalar todo o grupo que vive num país, como é o caso, é absolutamente injusto”, afirmou.
Pedro Aguilera defende que este cenário é mais um argumento que justifica a necessidade de a juventude europeia acordar para uma cidadania mais ativa.
“Isto está nas nossas mãos. É da nossa geração que vão sair os governantes do futuro. Temos de garantir que isto não acontece e criar uma consciência colectiva de igualdade e de convivência pacífica para que no futuro isto não volte a acontecer”, argumentou.
O português Hugo Rodrigues, 25 anos, estudante e membro do grupo Juventude Global, organizador do encontro, concorda: “Enquanto essas coisas da política internacional vão decorrendo lá fora, aquilo que nos propomos aqui fazer é misturar as pessoas”.
“Acreditamos que a discriminação começa pelo desconhecimento da causa. Se as pessoas não se conhecem e não conhecem os seus estilos de vida, dificilmente se vão entender”, acrescentou.
“Este tipo de encontros são o maior veículo para que as pessoas possam conhecer-se, ganhar consciência e, um dia mais tarde, quando chegar a altura de votar num político que defenda medidas destas, saberem como agir”, acrescentou.
Até dia 29, estes jovens, que têm entre 18 e 25 anos, vão estar no Campo Escola da Associação de Escuteiros de Portugal, na Costa da Caparica, para realizar curtas-metragens, documentários, montagens de peças de expressão teatral, palestras e workshops para ilustrarem as realidades da discriminação nos seus países.
A troca de ideias vai também passar pela mesa. Perto do fim do encontro os participantes vão juntar-se num jantar intercultural, com ingredientes, comidas e bebidas típicas de cada país.
A iniciativa, que tem um orçamento de 15 mil euros, foi financiada pela Agência Nacional do Programa Juventude em Ação, da União Europeia, e numa pequena parcela pelos participantes.




8 comentários
Acho muito bem que repatriem a ciganada...Esta gente é inadaptável; todo o mundo se sobressalta quando os vê em magote e nunca mais serão bem-vindos seja onde for. Parabéns SARKOZY! Já Salazar , o maior da era Republicana, poste estes haverem assassinado o Rei e o filho menor no Terreiro do Paço, (mancha indelével), não permitia que estes, se são nómadas, não parassem senão um dia em cada terra...Agora e poste o 25 do 4 é que somos bonzinhos e tudo e não andamos à cacetada nem com pouco mais ou menos...Mas já estivemos lá por perto mais de uma vez...?
Sempre ouvi, que quanto mais se mistura, menos resulta, ou o que resulta menor valor tem.
Por isso meus jovens, deixem-se de ilusões.
Cultura é saber, mas saber fazer, não saber retórica.
Por isso conforme as coisas começam a ficar, ponham-se finos.