Cerca de 150 pessoas em apoio à mulher condenada à morte por lapidação
Os organizadores, pegando em cartazes com letras impressas, formaram junto à estátua no Largo de Camões a frase “stop executions in Iran” [acabem com as execuções no Irão] e a eles juntaram-se manifestantes e curiosos, estes acabando por aderir à iniciativa.
“Para mostrar que não somos indiferentes”, porque “a morte por lapidação é desumana”, como disseram à agência Lusa alguns manifestantes, que passados cerca de 30 minutos após o início da manifestação se aproximavam já de uma centena.
Sakineh Mohammadi-Ashtiani, a mulher condenada à morte por lapidação pelas autoridades iranianas, é “um nome e um rosto” para mobilizar as pessoas contra as execuções no Irão, como disseram os organizadores por detrás do megafone que se fazia ouvir por todo o largo.
Paula Cabeçadas, uma das promotoras da iniciativa, sustentou, em declarações à agência Lusa, que “Lisboa não podia deixar de se juntar ao movimento mundial de protesto contra a execução e pedindo que a sentença seja a da libertação”.
Os organizadores foram lendo textos lembrando que, em “2009, segundo a Amnistia Internacional, houve 388 execuções no Irão, confirmadas pelas autoridades locais", e admitindo que os números reais sejam muito superiores.
Entre as pessoas que responderam ao apelo, feito por um conjunto de cidadãos através da Internet, para se juntarem à iniciativa estavam a deputada e actriz Inês de Medeiros e a eurodeputada Edite Estrela.
Em Paris, cerca de 300 pessoas também se concentraram hoje contra a decisão de condenar à morte por lapidação a iraniana Sakineh Ashtiani-Mohammadi. O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros reafirmou hoje que nenhuma decisão final está tomada sobre a lapidação de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por adultério e morte, sublinhando que a aplicação da pena foi suspensa e que o veredicto está “em fase de análise”.




18 comentários
(*) Próximos defuntos
A sociedade portuguesa é desumana e parcial. Além disso, é assassino dar apoio a uns e exluir outros a bel prazer, escolhendo implicitamente as pessoas que se acha que merecem viver ou morrer.
Porque será?
Se não acabar morte á pedrada,vai morrer enforcada.O Ayatola é o dono e senhor da vida dos Iranianos,por isso pouco adianta as manifs,contra esta barbárie.O Papa ainda não se manifestou sobre este assunto.Ficou muito indignado pela expulsão dos ciganos que estavam em França..A raça cigana pode não ser totalmente culpada pela conduta que normalmente apresenta,isto é,são feios porcos e maus,com raras excepções....
O Sarkozy fez muito bem em correr com essa escumalha que invadiu um território de forma clandestina ,e cuja actividade se resume a vida de vadiagem venda de droga e pilhagens.....
Em Portugal não há nímguém com tomates que faça o mesmo!!!!!