Reforma administrativa deverá entrar em discussão pública até Outubro
A data foi apontada à Lusa pelo presidente da autarquia, António Costa (PS), para quem essas condições não permitem assegurar um bom serviço a toda a cidade e colocam um “problema de equidade” a nível do tratamento dos cidadãos.
Numa reunião pública descentralizada realizada na quarta feira na Ameixoeira e destinada também às freguesias do Lumiar e Charneca, o autarca afirmou que a resolução dos problemas de fundo de Lisboa tem de ser feita em simultâneo com a reforma administrativa.
“A câmara está longe demais para gerir igualmente bem toda a cidade e a forma como gerimos a cidade na Baixa é muito diferente da forma como gerimos na Ameixoeira”, admitiu,
Segundo António Costa, o estudo encomendado ao Instituto de Ciências Sociais e ao Instituto Superior de Economia e Gestão sobre a nova divisão administrativa foi já concluído em julho.
Apesar de reconhecer que se trata de uma matéria “difícil”, o responsável disse procurar “um consenso municipal o mais alargado possível”, por entender que só assim será possível obter um consenso na Assembleia da República.
O presidente sublinhou que o mais importante deste processo, que será acompanhado de uma reorganização dos serviços da autarquia, é “poder ter juntas com maior dimensão e maior massa crítica para assumir a delegação de competências”.
Lisboa tem 53 freguesias com dimensões geográficas e demográficas muito diferentes, com a mais populosa, Olivais, a acolher mais de 5000 habitantes e a menos populosa, Mártires, com cerca de 300 moradores.





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