Sistema português para prever falências de empresas entre semifinalistas de concurso
Designado AIRES (Advanced Intelligence Risk Evaluation System), o sistema recorre a técnicas de classificação de dados, como redes neuronais ou máquinas de vetores de suporte, em áreas associadas ao risco financeiro e ao apoio à decisão, nomeadamente na previsão de falências.
«Prever quando uma empresa pode vir a declarar falência é um problema de grande importância para os credores - bancos, obrigacionistas e fornecedores - mas também para os outros ‘stakeholders’, como accionistas, sócios, clientes, empregados e Estado», explicou fonte do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).
Segundo referiu, o sistema foi criado e testado a partir de uma listagem de empresas francesas e conseguiu uma taxa de sucesso de 94%, usando um histórico de três anos. Uma taxa que considera «bastante elevada, atendendo à dificuldade do problema», até porque «os modelos atualmente utilizados pela banca conseguem taxas de sucesso inferiores, da ordem dos 70 a 80%».
O projeto prevê a comercialização de um módulo de ‘software’ a ser vendido a bancos nacionais e estrangeiros, assim como serviços de consultoria, tendo já chegado a acordo com um banco português para efectuar os primeiros testes ainda este ano.




