PCP lamenta falta de intervenção da Comissão Europeia para impedir despedimentos
A Comissão Europeia aprovou hoje uma ajuda financeira de 2,4 milhões de euros para 839 trabalhadores despedidos da fábrica da Qimonda de Vila do Conde, atribuída ao abrigo do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização.
Em comunicado, o PCP considerou que se trata de “uma escassa verba” que “apenas serve para apoiar alguma formação profissional dos mais de 1500 trabalhadores que foram lançados no desemprego pela estratégia de uma multinacional que não foi contrariada pela Comissão e Conselho da União Europeia”.
“Lamentavelmente, a Comissão Europeia não mobilizou as forças e os meios necessários para impedir o despedimento dos trabalhadores, nem teve em conta as inúmeras solicitações que foram feitas no Parlamento Europeu, por iniciativa dos deputados do PCP” naquele órgão comunitário, afirma o PCP.
Os comunistas prometem que continuarão a defender no Parlamento Europeu o “apoio à produção e ao emprego com direitos” e a reivindicar medidas para impedir as empresas multinacionais de “continuarem a sua estratégia de deslocalização e desemprego, apenas para obterem maiores lucros, sobretudo quando receberam apoios comunitários, como foi o caso da Qimonda”.
De acordo com a Comissão Europeia, o pacote de assistência do Fundo Europeu para a Globalização destinado aos ex-trabalhadores da Quimonda Portugal incluirá medidas como reconhecimento de competências, formação profissional, formação e apoios com vista à criação de empresas, ajudas à auto-colocação e incentivos ao recrutamento e prática profissional adquirida no local de trabalho.






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