Logótipo XL |Automotor |Classificados |Correio da Manhã |Destak |Jornal de Negócios |Máxima |Record |Rotas & Destinos |Semana Informática
Casa Pia

Defesa de Carlos Cruz diz "temer" ter de recorrer da decisão do tribunal

03 | 09 | 2010   09.41H

“Temo como fatal que teremos de recorrer. Este tem de ser o primeiro round e é bom que assim seja”, declarou Serra Lopes à entrada das Varas Tribunais de Lisboa, local onde irá decorrer a leitura do acórdão do processo relacionado com as vítimas de abusos sexuais na Casa Pia.

Em declarações aos jornalistas, o advogado disse ainda que “não é suposto o processo parar aqui”, numa alusão a uma eventual condenação do apresentador de televisão, acusado por cinco crimes de abuso sexual e de um ato homossexual com um adolescente.

Serra Lopes classificou todo este processo, o mais longo da Justiça portuguesa, como "pedagógico", afirmando esperar que “se aprenda alguma coisa” com este caso.

Quanto a Carlos Cruz, recusou prestar declarações aos jornalistas quando chegou ao Campus da Justiça, remetendo uma reação á decisão do tribunal para uma conferência de imprensa hoje à tarde, num hotel de Lisboa.

Na hora que antecede o início da leitura da sentença, marcada para as 09:30, mas já com atraso, vários nomes relacionados com o processo foram-se aproximando do local, como é o caso de Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia.

Questionada pelos jornalistas sobre as expectativas que tem relativamente ao fim deste processo, a antiga responsável pela instituição escusou-se a responder, dizendo não fazer "futurismo".

“Seria uma falta de respeito total para com o tribunal pôr-me aqui a dar palpites. Não é o fim do jogo mas, para mim, hoje é um dia determinante”, acrescentou.

Também Cristina Fangueiro, atual presidente da direção da Casa Pia, está já no tribunal. À chegada disse apenas: "Na Casa Pia está tudo tranquilo, ontem [quinta feira] foi um dia normal, mas as aulas só começam no dia 13."

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Defesa de Carlos Cruz diz "temer" ter de recorrer da decisão do tribunal | © MIGUEL A. LOPES/LUSA
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE