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Casa Pia

Hugo Marçal sem expectativas depois de 5 anos a tentar provar inocência

03 | 09 | 2010   10.04H

"Não tenho expectativas, andei cinco ou seis anos a tentar provar a minha inocência", referiu aos jornalistas, antes de entrar para a sala onde será lida a sentença, no Campus da Justiça de Lisboa.

"Não faço pré-sentenças, seria muito atrevido da minha parte", salientou.

Questinado sobre se poderiam ser tiradas lições deste processo, o advogado respondeu: "Não tenho dúvidas disso. A primeira é que não se pode prender pessoas arbitrariamente para vermos depois se são culpados".

Hugo Marçal referiu-se ainda ao livro que escreveu sobre este caso, dizendo que vai para as livrarias e será apresentado no dia 09.

O arguido criticou ainda a morosidade deste processo, declarando que "a celeridade foi absolutamente escamoteada".

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chega hoje ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.

O colectivo de juízes presidido por Ana Peres, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos, deverá proferir a decisão sobre a inocência ou culpa dos sete arguidos, acusados de crimes de abuso sexual, ato sexual com adolescente e lenocínio, entre outros.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Hugo Marçal sem expectativas depois de 5 anos a tentar provar inocência | © MIGUEL A. LOPES/LUSA
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