Português em greve de fome viaja a Caracas para encontro com o ministro de Agricultura e Terras
“Estou a caminho de Caracas, estou animado, vou ouvir o que me têm para dizer”, disse o empresário à Agência Lusa.
Fontes não oficiais explicaram telefonicamente à Lusa que o empresário viajou acompanhado por outras duas pessoas, uma delas a sua filha, e ficaram hospedados no Círculo Militar de Caracas, de onde irão até à sede do Instituto Nacional de Terras (Inti) para encontrar-se, na tarde de hoje (hora de Portugal), com Juan Carlos Loyo, que também preside àquele organismo.
As mesmas fontes explicaram que uma delegação do Inti-Caracas -da qual fazia parte Liyuni Sosa, assessora legal do ministro Juan Carlos Loyo - deslocou-se à cidade de Valência, no Estado de Carabobo, onde se reuniu com o empresário português e com o cônsul geral de Portugal na localidade, António Chrystêllo Tavares.
Durante o encontro o diplomata manifestou estranheza pelo fato de o diretor do Inti no Estado de Carabobo, Jonfrank Orian, se ter negado a recebê-lo e também pela advertência feita pela diretora do departamento legal daquele organismo, Arianis Jiménez, ao empresário português de que “se necessário passariam sobre o seu cadáver”.
Antes de viajar para Caracas, o empresário esteve reunido com representantes da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Indústria, que lhe demonstraram solidariedade.
Francisco Alves Félix iniciou no domingo uma greve de fome para evitar a confiscação de uma propriedade e apelou ao Governo português que interceda junto dos seus homólogos venezuelanos pedindo respeito pelos seus direitos.
Natural de Vila Franca de Xira e emigrado na Venezuela há 26 anos, Francisco Alves Félix dedica-se à atividade metalúrgica e instalações industriais.
Desde segunda feira que está a receber visitas diárias do novo cônsul-geral de Portugal na localidade, António Chrystêllo Tavares.



