Ministra garante a autarcas novo hospital para Alcobaça
“A senhora ministra reafirmou que a opção de um único hospital novo para o Oeste Norte estava definitivamente posta de lado e que a opção seria ampliar o de Caldas da Rainha e construir um novo em Alcobaça”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD).
A ministra da Saúde reuniu-se na terça feira com autarcas do Oeste para falar sobre os projetos na área da saúde previstos para esta região situada a norte de Lisboa.
A nova unidade a construir em terreno cedido pela autarquia vai servir não só Alcobaça como também o concelho da Nazaré, substituindo as atuais instalações hospitalares, que são propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
A autarquia entende que pode vir a receber nas atuais instalações uma unidade de cuidados continuados, que não tem.
Sobre Caldas da Rainha, o presidente da câmara, Fernando Costa (PSD), adiantou à Lusa que o ministério tem intenções de construir um novo edifício adjacente ao hospital e avançar com uma remodelação total das atuais instalações.
Segundo o autarca, o projeto de 60 milhões de euros vai estar concluído dentro de um ano, altura em que deverá ser lançado concurso público para o início das obras.
Fernando Costa disse ainda que a ministra assegurou que a urgência do hospital de Peniche vai manter-se aberta, depois de concluídas as obras no hospital de Caldas da Rainha.
Para o Oeste Sul, a ministra Ana Jorge já tinha anunciado a construção de um novo hospital para servir os concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Cadaval e Mafra.
Dezasseis câmaras municipais da zona Oeste e da Lezíria assinaram em 2008 o chamado Plano de Acção do Oeste que contemplava investimentos na ordem dos 2,1 mil milhões de euros até 2017.
O plano, assinado na presença de José Sócrates, destinava-se a compensar os municípios pela deslocalização do futuro aeroporto de Lisboa da zona da Ota (Alenquer) para o campo de Tiro de Alcochete.
O acordo foi assinado com os doze municípios do Oeste (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) e mais quatro da Lezíria do Tejo (Santarém, Cartaxo, Azambuja, Rio Maior).



